Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Mais prioridades invertidas

Se a questão do aborto passa muito por uma prioridade invertida do Estado, o caso da distribuição de seringas nas prisões ainda maior flagrante é! Pois um Estado que proíbe a droga nas prisões, e bem, a meu ver, só pode ser apelidado de Monty Pythons a partir do momento em que distribui serigas no dito estabelecimento prisional. E invertida está também a lógica das salas de chuto, porque em vez de se gastar dinheiro de contribuintes na prevenção e no tratamento, opta-se por esconder o problema, fornecendo o material indispensável ao seu consumo. Digam-me lá se não está tudo trocado...
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:43

4Comentários:

Isto das ideologias é engraçado. Sou liberal. Para alguns casos, muito liberal. Defendo a Eutanásia em termos gerais, liberalização das droga leves, Uniões de facto entre homossexuais e despenalização do aborto. Em qualquer dos casos, permiti-los é dar a opção de escolher "sim" ou "não". É aceitar os problemas e não "brincar" às soluções. Droga vai haver sempre e não vai ser pela sua liberalização que todas as pessoas vão consumir disparatadamente! Mais informação que a actual é impossivel: Eu sei que as drogas fazem mal, mas fumo um charro de vez em quando. Fumo porque quero!! E o estado deve permitir que se o que se fuma é de qualidade, e isso só vai lá aceitando o problema. Podemos pegar no exemplo da Holanda. Em Amesterdão, quem fuma são os turistas! Os holandeses assumem o problema de forma consciente. Será a banalidade da oferta a que as drogas chegarão que resolverá o problema. Da mesma forma como o alcool ou o tabaco!
Na questão do aborto é o mesmo problema. Pode passar por mais informação, pela redução dos contraceptivos, mas abortos vão existir sempre!! Eu pergunto: Assumimos ou proibimos?
Blogger Miguel Cachão, at 6:13 da tarde  
Também eu sou favorável a uma menor intervenção do Estado sobre o indivíduo, mas nos casos que apresentas há pequenas, mas grandes diferenças que impossibilitam esse raciocínio:a)aborto- não pode ser nessa lógica porque há uma liberdade que não está a ser respeitada, a do feto!Ou seja,deixa existir uma liberdade individual.b)seringas na prisão & salas de chuto- há a contribuição de terceiros (todos os contribuintes) para o fomento de vícios de outros. Queres tabaco? compra! E se estás a cumprir uma pena não há vícios,há jejum!c)uniões de facto entre homossexuais-não me diz nada.Vivam juntos à vontade!E tanto assim é,que não percebo porque é que precisam da intervenção do Estado.Já adopção sou totalmente contra. Atenção!d)Eutanásia- prometo escrever um post só sobre este assunto
Blogger JMC - João Maria Condeixa, at 8:36 da tarde  
A liberdade do feto está dependente da mãe...será liberdade/prisão de quem?
Blogger Miguel Cachão, at 1:26 da tarde  
Aprendia este fim de semana que no extremo da corrente liberal há quem considere o feto como um parasita, mas nunca pensei ouvi-lo, muito menos tão cedo!
Blogger JMC - João Maria Condeixa, at 4:15 da tarde  

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