Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

domingo, dezembro 31, 2006

Os melhores axónios gastos de 2006 (Dezembro)

Embora o mês ainda não tenha acabado aqui vai: Ordem nas Ordens I, II e III
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:58 || link || (3) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Novembro)

Todo o post que puxa as orelhas ao Prof. Vital Moreira é um bom post, sobretudo se estiver dividido em três: Basta clicar no reset, limar arestas, lima por lima.
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:52 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Outubro)

A escolha é tripartida: Imposto único: um íman de investimento I e II e Distintas definições de exigência (sobre o aborto)
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:41 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Setembro)

Para o mês de Setembro, dois posts: Terceira Via na Pedra Lascada, um post sobre o futuro/presente do socialismo em Portugal e Vaivém, meu filho... a realidade portuguesa causada por galinhas de ovos de ouro.
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:31 || link || (0) Comentários |

sábado, dezembro 30, 2006

Os melhores axónios gastos de 2006 (Agosto)

O tempo é de férias, de pouca produção e de algum divertimento. Ainda assim registaram-se estes momentos mais frescos: "devemos cumprir toda a justiça" (Mt 3,15) e Há coisas que nunca mudam (este último, um momento de extraordinária e rara visão, pois foi lançado antes do desabafo do Papa Bento XVI)
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:09 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Julho)

Por me ter comprometido a lá voltar e por ter falhado, aqui fica o testemunho que precisa, ainda, de ser aprofundado: Ordenamento de Liberdades
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:04 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Junho)

A ONU encarna o papel de fiel jardineiro...no Outono!
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:05 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Maio)

A esolha deste mês mostrou-se fácil com contrabando obrigatório I e II.
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:55 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Abril)

Numa repescagem reforçada, mas a pessoa assim o mereceu, Totus Tuus. E nesse mesmo mês, fazia-se futuro.
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:37 || link || (0) Comentários |

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Os melhores axónios gastos de 2006 (Março)

Em função dos comentários que desencadeou: Quando um mau reitor tem uma boa reforma e a explicação complementar, reformas e ordenados.
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:46 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Os melhores axónios gastos de 2006 (Fevereiro)

O melhor do mês de Fevereiro, Hamas são verdes, ex-equo com uma reprodução de um cartoon colectivo que acabou por figurar na capa do expresso, E agora, Freitas?!
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:35 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006 (Janeiro)

O melhor do mês de Janeiro divide-se em vários posts: Acompanhando as presidenciais I , II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV. Sempre dá para relembrar o momento, mesmo não sendo a RTP.

|| JMC - João Maria Condeixa, 01:13 || link || (0) Comentários |

Os melhores axónios gastos de 2006

Numa espécie de obrigação ou costume enraízado, vou passar a escolher, por meses, os melhores posts aqui publicados ao longo de 2006. Baseado no prazer que me deu, na pertinência postada, ou nos comentários que originou, irei eleger o post de cada mês. Consensual ou não, vamos a isto?
|| JMC - João Maria Condeixa, 00:07 || link || (0) Comentários |

quarta-feira, dezembro 27, 2006

What, no conspiracy theories?


|| JMC - João Maria Condeixa, 23:24 || link || (0) Comentários |

terça-feira, dezembro 26, 2006

Solstício de Inverno II

Não deixa de ser curioso que o LGR tenha aqui tantas citações de Albert Einstein sobre Deus, quando numa das suas saídas mais conhecidas, "Deus não joga aos dados", assume tacitamente a sua existência!
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:21 || link || (0) Comentários |

Solstício de Inverno

Já pondo de parte as questões religiosas, pois essas já conheço a resposta, pergunto-me se o LGR (fervoroso ateu e fã de Carl Sagan) teve direito a presentes no sapatinho, a jantarada de família, a árvore de Natal, a compras atribuladas ou, inclusive, à visita do pai natal. Será que as luzes nas ruas o encandeiam e os cânticos de Natal o ensurdecem? Será que a paz, ainda que pontual, lhe provoca algum mau estar? Ou será que reparte todas estas coisas pelos restantes equinócios e solstício de Verão?
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:05 || link || (0) Comentários |

Com os pés de molho!

No Porto, assim como na maioria do sector privado, hoje é dia de trabalho. Rui Rio voltou a afirmar as suas ideias sem temor. A maioria das pessoas que hoje não trabalharam sentiram-se beneficiadas, soube-lhes bem. Mas têm que começar a compreender a diferença entre o gozo do momento e o gozo a médio prazo.
Sabe-lhes bem agora e a eles, mas se tivessem trabalhado hoje teria sabido bem ao país e, consequentemente, a todos nós, o resto de todo o ano! Sobretudo quando o calendário já tantas "férias" ofereceu!
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:59 || link || (0) Comentários |

sábado, dezembro 23, 2006

Feliz Natal

E que o Menino Jesus vos faça companhia a todos, sem excepção, no seu dia de anos!
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:57 || link || (0) Comentários |

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Venham mais referendos

Não sei, concretamente, a que se deve: se é natural da faixa etária onde me insiro, se é o despertar do relógio biológico daqueles que me rodeiam e que conheço, se é vontade de enaltecer a vida, se é graças à transposição de obstáculos financeiros, se é o "escrever direito por linhas tortas" ou se é apenas uma enorme coincidência. O que sei é que me rodeia um "baby-boom" muito próximo que nunca tinha notado antes. Um baby-boom planeado e outro, que não o sendo, não deixa também de nascer.
Se for para estas explosões de vida, então que venham mais referendos!
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:29 || link || (0) Comentários |

quarta-feira, dezembro 20, 2006

CRUP versão frei Tomás

CRUP não entende por que razão o relatório não sugere diminuição de instituições e cursos. E eu não entendo por que(m) esperou o CRUP todos estes anos!

|| JMC - João Maria Condeixa, 14:06 || link || (0) Comentários |

Não são só as entradas

Agora até o blogger tem uma opção, na qual obrigatoriamente estou incluído, que me vinca o passar dos anos. É que já entro neste mundo com o login na opção "old blogger". Lá vou eu a caminho dos trinta, the point of no return.
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:01 || link || (0) Comentários |

terça-feira, dezembro 19, 2006

O próximo concorrente

(produção cá da casa; clicar sobre a imagem para ver melhor)
|| JMC - João Maria Condeixa, 22:45 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Anéis de Crescimento (Ordem nas Ordens III)

Todos os contextos parecem impôr determinado sistema. Parece que a Humanidade tem de ser atravessada por movimentos, sistemas, segundo uma fase económica/social que desenha quase uma cronologia. É como se cada modelo correspondesse a um anel de crescimento de uma Sequóia Gigante. Mesmo que fraco, no nosso caso até prejudicial, o crescimento e o seu respectivo anel, teimam em registar-se. Jamais dão o salto directo para melhores dias. E vem isto a propósito do comentário do AA ao post anterior.
As Ordens têm primeiro que cessar esta sua intervenção desproporcionada, para que o Estado assuma esse papel num momento imediato. Depois teremos que assistir a uma reorganização do Ensino que acabe com os vícios existentes, e o passo anunciado pela OCDE com a formação de fundações parece-me ser positivo e nessa direcção. E aí, só depois de termos assimetrias limadas, fusões realizadas, mecanismos de competitividade desenvolvidos, e acima de tudo financiamento promotor de liberdade de escolha (empréstimos, cheque-ensino), poderemos abandonar as âncoras que conhecemos e retirar ao Estado, em definitivo, essa função. Passaríamos, aí sim, para uma lógica de mercado que não estivesse adulterada à partida e que prosperasse durante um único e largo anel de crescimento!
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:22 || link || (2) Comentários |

sábado, dezembro 16, 2006

Ordem nas Ordens II

Quem são elas para definir numerus clausus, duração de ciclos, qualificações mínimas para o exercício de uma profissão? Quem lhes deu poder para regulamentar sobre o SNS, sobre ordenamento do território, sobre política fiscal e administrativa, sobre justiça ou economia? E pior: se pensarmos que as Ordens são constituídas pelos docentes que mais influenciam uma instituição de Ensino Superior ou por directores de empresas que lhes interessa interferir em determinadas linhas legislativas, estaremos a fomentar os lobbies que tanto a generalidade dos mortais critica. Não quero generalizar, nem transmitir a impressão que sou a favor de incompatibilidades de funções, mas julgo ser também este um argumento pesado na defesa da diminuição das competências das Ordens Profissionais. Who's with me?
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:33 || link || (1) Comentários |

Ordem nas Ordens

Esta quinta-feira que passou fui a Coimbra falar numa conferência sobre o Processo de Bolonha. Quando foi aberto o debate a conversa acabou por derrapar para as Ordens Profissionais e a sua pertinência. Defendi, tal como já aqui e noutros sítios o fiz, que as Ordens têm demasiados poderes. Que não podem, nem devem, determinar orientações sobre o Ensino Superior, sobre licenciaturas ou sobre o seu conteúdo curricular. Se ninguém as elegeu a uma escala nacional, quem são elas para definir política educativa? Quanto muito, e já acho demasiado, poderão tocar no mercado de trabalho, mas daí a sobreporem-se a um Ministério ou Ministro, acho excessivo!
Mas o que acho mais estranho foi a discordância quase unânime que se gerou. A maioria dos presentes na plateia defendeu as Ordens e chegou reclamar a existência de novas, bem como maior actividade.
Espanta-me esta postura enraizada numa série de cordelinhos entrançados que não os protege, não os valoriza e só nos castra, a todos. Não digo que não possam existir, mas só se deviam debruçar sobre os assuntos profissionais que lhes dizem respeito e que não transbordam para o resto da sociedade.
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:08 || link || (0) Comentários |

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Fundação como solução

Se as fundações apontadas como solução para as Universidades, pela OCDE, forem iguais à generalidade das fundações portuguesas, então é mais que certo o fim dos seus buracos orçamentais!
Mas, fora de brincadeiras, não me parece uma ideia tão má, o que não exclui que não tenha de ler mais sobre o assunto. Onde anda o texto integral do relatório? É que não basta dizer que assim passaríamos a ter uma gestão mais flexível, menos dependente do Estado e menos pesada, etc. É necessário saber mais, pois se tiverem o mesmo estatuto que as fundações actuais o resultado será justamente o contrário: continuará a existir uma máquina repleta de pseudo-funcionários públicos a carregarem o Estado, continuarão a existir cursos condenados ao insucesso desde que alberguem em si determinados docentes e por fim, nunca existirá concorrência entre locais de ensino. E nunca assistiremos ao, já aqui tratado, ordenamento do Ensino Superior.
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:12 || link || (0) Comentários |

I'm not Finnish

A reportagem sobre a Finlândia & Portugal que passou na RTP1 evidenciou muitas das diferenças entre os dois países: somos mais, pagamos mais impostos, temos maior inflação, pagamos quase o mesmo nos transportes, que por sinal são bem piores, investimos quase o mesmo na educação, mas temos o dobro dos estudantes, e por fim, o menor ordenado (não mínimo, porque os finlandeses não têm tal conceito) é metade daquele que é auferido pelos amigos do Norte da Europa.
Ainda assim gosto mais de ser português! Quando lá estive expliquei-lhes que erámos assim divertidos e não tínhamos taxas tão elevadas de suicídio porque tínhamos cerveja e Sol. Eles levaram-me à letra e consideraram-me, provavelmente, um idiota, mas tenho a certeza que a razão estava do meu lado. Só espero que a indicação que lhes dei como remédio de um dos problemas que têm, não seja também a razão para a nossa elevada carga fiscal, diminuta eficiência, e todas as outras razões que vincam as diferenças que a reportagem mostrou!

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:10 || link || (1) Comentários |

terça-feira, dezembro 12, 2006

Solidariedade milimétrica

Que me desculpem os mais susceptíveis, mas não consigo pensar no homem que foi fazer a rodagem ao carro até à Figueira e que acabou por ganhar o congresso do PSD, sem me lembrar da sua mente maquiavélica. Não que isto faça dele um diabo, mas faz dele o tecnocrata calculista que quase todos nós reconhecemos. Posto isto sabemos que a maioria das autarquias está na mão do PSD. E certo, também, é que a lei das autarquias locais está a gerar anti-corpos dentro do próprio seio socialista. Ora, aproveitando estas dois calcanhares de Aquiles, Cavaco veio lançar uma flecha bem apontada durante o Congresso do poder local. Diz que são "necessários mais poderes e meios financeiros" para dar umas migalhas à sua rapaziada. O problema dele foi que António Costa apareceu logo a seguir e as apanhou e aproveitou num contexto ligeiramente diferente: a badalada descentralização!
E assim se deu seguimento a uma solidariedade milimétrica de parte a parte!
|| JMC - João Maria Condeixa, 22:47 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Sindicatos versão Reader's Digest

Oiço, neste preciso momento, a alegria desmesurada de uma conhecida que acabou de, orgulhosamente, se sindicalizar. Diz que a obrigaram, pobre coitada! Que já tinham os papéis preenchidos e prontos a assinar, tal maldita embuscada! Que caso não o fizesse, não poderia frequentar um curso que lhe interessa para permanecer/progredir na empresa onde trabalha. Mas mesmo depois de tamanha tortura, a rapariga sente-se previlegiada. Diz que vai ao Brasil por 60 contos...Que tem descontos aqui e ali!
Em vez de se queixar da liberdade que lhe foi roubada sob o pretexto de um curso, ficou feliz por ter aderido a uma espécie de Reader's Digest!
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:59 || link || (2) Comentários |

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Novos Testemunhos

Não deixa de ser curioso registar a composição de cada um dos lados da barricada em qualquer referendo. E este que se aproxima, não é excepção. Há sempre convidados de peso, equipas de académicos, personalidades "contratadas antes do fecho da janela de transferências" e muitas mais técnicas que levem a água de cada um ao respectivo moinho.


A CGTP já se pôs no terreno. Não deixa de ser estranho que uma organização sindical, num ano que tanto trabalho e preocupações tem revelado, se debruce agora sobre o SIM no referendo ao aborto e aponte para aí as suas espingardas. Deve ser, certamente, numa perspectiva de defesa às mulheres que, grávidas, sofrem represálias por parte das entidades empregadoras. Só pode ser uma técnica de defesa sindical!

Mas do outro lado há também reforços novos. Reforços esses que registo com bons olhos: O mundo do rap sempre teve, sobretudo nos EUA, raízes nos bairros pobres e degradados. Sempre versou sobre problemas sociais, xenófobos e económicos. Sempre partiu daqueles que tinham menos e que tinham provado vários obstáculos na vida. Pois bem, esses verdadeiros conhecedores dessa realidade crescem agora na defesa da vida. Cada vez vejo mais rappers trabalharem letras que incitam ao transpor de obstáculos sem recorrer à interrupção voluntária da gravidez. Cada vez oiço mais líricas sobre exemplos de vida e demonstrações de vitórias reais sobre as vicissitudes da vida. Gosto de os ver deste lado da barricada. São eles que podem testemunhar melhor, aquilo que por cá já referi.

|| JMC - João Maria Condeixa, 23:11 || link || (0) Comentários |

terça-feira, dezembro 05, 2006

LOES III

Não passou sequer um dia depois do que escrevi e já Mariano Gago veio desmentir a notícia. Bem disse que o Ministro não me parecia ter a coragem política necessária para avançar com tal ideia. E pelos vistos tinha razão. É pena!
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:43 || link || (1) Comentários |

100 dedos de sátira

100 edições destas é obra. Requer talento, imaginação e muito humor! Parabéns!
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:34 || link || (0) Comentários |

LOES II

Continuando o post anterior, resta ainda um pequeno parêntesis: é que de nada serve fundir, só para parecer politicamente correcto. Tem de se diminuir o efectivo docente, com base naqueles que são mais competentes (a nível pedagógico & científico), tem de se diminuir com a fusão, como em qualquer empresa, os custos totais e por fim, mas não menos importante, tem de se reestruturar a oferta, segundo aquilo que é o interesse público. E interesse público não é aquele que diz respeito à instituição, mas sim ao país. E aí reside o grande problema: nenhum reitor quer reduzir o seu protagonismo em deterimento do bem comum. Cada um vai tentando amealhar aquilo que lhe compete, mesmo que isso signifique hipotecar o futuro de tantos jovens e muitas vezes das instituições. E depois, claro, como cada um pensa na mesma estratégia, o resultado é o buraco na procura e os consequentes cortes orçamentais, sendo que os últimos pesam por não serem complemento de receitas próprias. E pesam, sobretudo por não castrarem melhorias, mas por castrarem vencimentos que, muitas vezes, não se justificam. E esse peso recai sobre eles, mas fundamentalmente sobre todos nós!
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:44 || link || (0) Comentários |

LOES

Lembro-me de há uns anos atrás se falar na LOES (Lei de Ordenamento do Ensino Superior). Era algo que deveria ter limitado a abertura de cursos e, sobretudo, de instituições consoante a sua pertinência demográfica. Mas deveria ter ido mais longe, deveria ter tido em conta as necessidades e exigências do mercado. Infelizmente, não foi cumprida nem num, nem noutro aspecto. E antes que alguém se adiante: o mercado não é inimigo da vocação, pois há espaço para as duas modalidades!
Mas voltando ao propósito do post, é normal que se tente agora recuperar esse erro crasso. E emendar a mão sai sempre mais caro! Torna-se penoso e requer bastante coragem política. E não sei se Mariano Gago é pessoa para isso. Tanto quanto adianta aqui, pretende fazê-lo, resta saber se é capaz. O Ensino Superior merecia. Os estudantes mereciam, mas acima de tudo merecia Portugal!
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:31 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Integrar, uma bela forma de primitivar


Lamento a quebra de ritmo e esta segunda não escrever nada, mas vou andar a resolver estas "Miss simpatia" ao longo de todo o dia! Juro que não vou fazer mal a ninguém...
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:41 || link || (1) Comentários |

sexta-feira, dezembro 01, 2006

1º de Dezembro, União Ibérica e os nossos dias

No dia em que se comemora a restauração da independência de Portugal recordo aqui alguns momentos que nos poderão servir de exemplo para os dias que correm, pensando, sobretudo, na tão badalada união ibérica:
Nos anos imediatamente anteriores a 1640 começou a intensificar-se o descontentamento em relação ao regime dualista em parte dos membros da classe aristocrática, dos eclesiásticos (principalmente os jesuítas, que exploraram nesse sentido as crenças sebastianistas – e, em geral, «encobertistas»)
A má administração do governo espanhol constituía uma grande causa de insatisfação dos Portugueses em relação à união com Castela. Dessa má administração provinha o agravamento dos impostos. (…)Em 1635 era estendido a todo o reino o imposto do «real de água», bem como o aumento do das sisas.
(...)O dia 1.º de Dezembro amanheceu de atmosfera clara e muito serena. Tinham-se os conjurados confessado e comungado, e alguns deles fizeram testamento.
Como se consegue ver, tal como naquela época, ninguém quer a união ibérica. Existe sim, um descontentamento geral, sobretudo no que toca à administração do governo (neste caso já português) e à política fiscal, com o agravamento de impostos, que desenvolve um sentimento de insatisfação permanente e procura de algo melhor. E se além fronteiras está melhor, é natural que a dor de cotovelo resulte em sondagens menos felizes. Mas o mesmo já não perdoa algumas pérolas de alguns governantes, pois neles reside a responsabilidade de alterar esse cenário e não do agravar!
|| JMC - João Maria Condeixa, 15:28 || link || (0) Comentários |
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