Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

terça-feira, setembro 30, 2008

7 palmos abaixo (2)

Em resposta aos comentários a este post:

Para infelicidade dos meus colegas de blogue, não tenho parecenças nenhumas com a Joana Amaral Dias. Não tenho físicas - eles bem gostariam - e muito menos terei políticas.

Só julgo que nesta situação, como em tantas outras, não podem existir instituições que se sintam inimputáveis, tal é a dimensão atingida.

Uma bancarrota real, embora não desejável, pode até ser mais justa. Vejamos de forma fria e pragmática:

O banco vai à falência. Quem tem acções da instituição chora sobre o assunto. Quem lá tem dinheiro a render pode ou não ficar a arder, dependendo da justiça e dos activos da instituição. Dão-se um enésimo de desempregos, as empresas que dependem directa ou indirectamente desses bancos levam parte do impacto, surge uma tempestade económica, mas recorrem a outros e devagar dão a volta por cima.

Neste cenário em que o Estado se atravessa e o banco fale, quem tem acções da instituição chora para, depois de nacionalizado, ir pedir batatinhas ao Estado. Quem lá tem o dinheiro a render não fica para já a arder, pois o Estado, com o dinheiro dos contribuintes, paga aos contribuintes. Mesmo que soe a uma parcial devolução.
Mas neste cenário há mais uma agravante: quem não arriscou naquele banco paga, enquanto contribuinte, da mesma forma os erros cometidos por outros, espalhando-se o mal pelas aldeias!
Entretanto a economia ressente-se, dão-se na mesma um enésimo de desempregos, pois o Estado, mesmo com dinheiro que não é seu, não consegue suportar tudo e todos. As empresas que dependiam dos bancos levam parte do impacto, vêem os seus créditos congelados tal como no cenário anterior, param e sentem-se no dever de ir pedir satisfações ao Estado.
O Estado fale tal como o Banco!

Eu, prefiro a segunda fotografia. E os comentadores apologistas das nacionalizações?
|| JMC - João Maria Condeixa, 22:30 || link || (0) Comentários |

7 palmos abaixo

As razões dizem-se manifestamente outras: se no caso de Vasco Gonçalves era uma loucura ideológica - por mera delicadeza, não lhe chamei só loucura - hoje aquilo a que assistimos nas nacionalizações bancárias que visam aguentar a economia dependentes dos gigantes é uma louca e desesperada fuga para a frente!

Que privados comprem outros bancos ou se fundam, parece-me muito bem: sempre existiu quem conseguisse aproveitar oportunidades únicas em alturas de crise.

Quando tal não é possível e a única salvação que muitos vêem, é uma bóia que já de si flutua pouco, então fico assustado! Principalmente porque o meu dinheiro e o dinheiro daqueles que não colocaram um chavo nessas entidades bancárias privadas, tem agora a franca possibilidade de seguir "down the drain" juntamente com o resto!

É que, quando um gigante economicamente fragilizado resolve absorver, via nacionalizações, 7 gigantes financeiramente derrotados, isso só o irá corroer por dentro!

Mesmo que existam loucos capazes de achar que "o que não mata, engorda"!
|| JMC - João Maria Condeixa, 22:27 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, setembro 25, 2008

Numa visão romanticamente distorcida


Para um coração socialista que acredita numa igualdade, que para mim é impossível, mas que para ele é perfeitamente atingível via estatísticas, existe agora um senão: se antes os colégios privados facilistas que despachavam os meninos privilegiados da sociedade eram, no limite, regulados pelo mercado que à partida não aceitava o seu produto, agora, com a possibilidade de uma escola pública igualmente facilitista temos os mais desfavorecidos sem nenhuma vantagem competitiva, pelo que a ausência de rigor, pode muito bem mascarar números e mostrar um pleno grau de alfabetização, mas na realidade, aqueles que partem em desvantagem apenas verão o fosso mais alargado por estas medidas. E Maria de Lurdes Rodrigues, com esta visão distorcida, poderá muito bem ser a responsável por isso!
|| JMC - João Maria Condeixa, 21:52 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, setembro 18, 2008

Cuidado com os desejos que pedes (4)

Quando era pequeno, sempre sonhei em ter uma mala igual à do Sport Billy.

Bem sei que isto de ânsiar por uma pochete, pode parecer mal, pode até colocar em causa parte da minha masculinidade mais marialva, mas, naquele tempo, da mesma forma que me irritava com o TV Rural, sentia-me estranhamente atraído por aquela mala sem fundo, de onde tudo saía.

Hoje, se com dois telemóveis e uma simples carteira, chego a casa com a cabeça prestes a rebentar e uma úlcera no estômago, imagino onde estaria se o desejo se tivesse cumprido!

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:41 || link || (0) Comentários |

quarta-feira, setembro 17, 2008

Ligados às máquinas

Quando referi há uns dias que talvez fosse igualmente preocupante mais bancos não irem à falência, referia-me, obviamente, aos custos que estão inerentes à sua sustentação.

Primeiro por não saber até quando terei que manter a máquina ligada, depois porque a respiração artificial de uma empresa pode trazer consequências ainda mais desastrosas no futuro, depois porque o Estado - a quem estas instituições recorrem em última análise - não tem nada que andar a pagar os seus compromissos, da mesma forma que não tem nada que pagar os meus, e por último, porque passa um absoluto sentimento de impunidade aos bancos e seguradoras que assim, sempre de costas quentes, não se sentirão responsabilizados a acautelarem o amanhã, tal como faz, e bem, cada um de nós.

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:07 || link || (0) Comentários |

terça-feira, setembro 16, 2008

Twist n' shout

Hoje, um daqueles chamados "maluquinhos", agarrado a um dos varões do metro, insistia em rodopiar incansavelmente entre cada estação da linha vermelha e assim que o comboio parava atirava-se porta fora testando o seu estonteante e estonteado equilíbrio!

Dei comigo a rir da situação. Praticamente o único a fazê-lo. Tudo o resto estava com pena do pobre infeliz e com um ar sério - que com estas coisas não se brincam! - olhava para o tazmanian devil humano.

Mas eu também não me ria dele. O sorriso era antes produto de uma inveja imensa em não poder fazer o mesmo!

|| JMC - João Maria Condeixa, 23:10 || link || (3) Comentários |

segunda-feira, setembro 15, 2008

Vivos, mas a que custo?


Quer num cenário de capitalismo puro ou num outro qualquer que nesse modelo se tente apoiar, a verdade é que a saúde de uma qualquer empresa pode ter momentos menos bons, podendo esta chegar ao ponto do não retorno e dedicar-se de alma e coração à falência.

E por muito que isso não seja desejável - pelas implicações que tem - os bancos também são empresas e por muito grandes que sejam, também podem entrar na bancarrota, mesmo se o capitalismo estiver a funcionar em pleno.

E talvez por nunca termos assistido a esse modelo, é que gastamos tanta tinta a tentar explicar um fenómeno, que embora seja duro, nada desejável e com consequências fortíssimas, pode naturalmente acontecer.

Aliás, se pensarmos com calma, talvez seja igualmente preocupante não existirem mais bancos a declararem falência!

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:30 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, setembro 11, 2008

Recado particularmente acelerado

Ontem, foi, para mim e para tantos outros, um dia em que a investigação tentou dar mais um passo na obtenção daquelas respostas metafísicas que, para mim e para tantos outros, nos surgem from time to time, mas que estão longe de nos ocupar os dias. Felizmente, também eu penso nas eternas questões " de onde e para onde?" mas, felizmente, faço-o sem que isso me mate o tempo, a mente ou a alegria de viver.

Para os que, como eu, pensam nestas perguntas sem sufocantes ânsias, a substituição de Deus pelo Homem não se deu com a aceleração de ontem, nem ficou perto de se dar. Para mim, nem sequer existiu essa intenção. E a haver jamais alcançará os seus objectivos!

Foi, sim, uma extraordinária experiência que eventualmente trará algumas, esperemos muitas, respostas.

Mas para aqueles que desesperadamente buscam, em experiências como as de ontem, essa reivindicação milenar que não nos pertence, deve ser desesperante viver: mesmo que conseguíssemos criar um big-bang que resultasse num Universo paralelo com um planeta Terra igual a este, habitado por pessoas iguais a nós, acabaríamos apenas por ser parte de uma criação infinitamente grande e extraordinariamente ínfima na qual representamos o nosso papel. Nunca iríamos substituir ninguém! Viver nessa ânsia deve ser extremamente frustrante!

Mas haja quem o faça. Desde que não me impeça a mim de dizer também o que penso.

Também publicado no Câmara de Comuns

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:59 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, setembro 08, 2008

Mas não seria a primeira vez

Cruzo-me diariamente com esta, com outra e aquela pessoa no metro e na rua que subo diariamente até ao escritório. Conheço-lhes os passos, o cheiro, o guarda-roupa e alguns dos seus vícios. Conheço-os melhor do que a muitos dos meus primos e tios e nem um "Bom dia" lhes digo.

Qualquer dia faço-o. Um destes dias chamar-me-ão maluco!

|| JMC - João Maria Condeixa, 21:49 || link || (2) Comentários |

quinta-feira, setembro 04, 2008

Ordem nas Ordens V

Via Blasfémias, descobri que uma nova ordem foi criada, a dos psicólogos. Não se devia era chamar ordem, pois tal como as outras só vem criar - estou seguro - mais um foco de desordem!

E como? Através de mais uma mãozinha reguladora, ordenadora - se me faço entender - que tudo fará para se defender, de uma forma corporativa, de quaisquer ataques que outro agente - também ele ordenador, regulador - conhecido como Ministério, vai alinhavando!

Agora temos Bolonha, mas esta ordem, tal como outras pretensiosamente fazem, só aceita os licenciados pré-processo. Eu pergunto até quando... Vão esperar pelas reformas de todos os que, como eu, tiraram o curso antes da dita mudança?

Aviso-vos que ainda demora. Posso estar careca, mas ainda demora...

Aqui já escrevi muito sobre este tema que infelizmente não se inverte

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:59 || link || (0) Comentários |

Get set...


Todos criticam a postura de Ferreira Leite no seu silêncio sepulcral, mas, verdade seja dita, que Sócrates lhe começa a seguir os passos.

Com o aproximar das eleições, em vésperas de intenso frenesim, tanta acalmia só pode significar que estão a descansar e a juntar uns cobres. É sinal que a festa está prestes a começar! Venha 2009...

PS: Lamento a falta de tempo, mas é bom saber que por aQui me procuram!

|| JMC - João Maria Condeixa, 22:56 || link || (0) Comentários |
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