Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Se pensas que pensas, pensas mal...


Quem pensa por ti é o Comité Central...Só gostava de saber, numa tentativa de compreender os portugueses e a sua relação com a política, de que lado estão no conflito entre o PCP e Luísa Mesquita. Sabendo isso, ficaríamos com a noção de que espécie de país querem, do que depositam no voto e do seu entendimento acerca do funcionamento dos órgãos. Com sorte ou fôssemos nós comentadores de um qualquer telejornal, ainda conseguiríamos dizer se torcem pelo Benfica ou pelo Sporting. Isto se soubessem quem era Luísa Mesquita e o que lhe aconteceu com o PCP.
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:48 || link || (2) Comentários |

terça-feira, novembro 27, 2007

Tagus parque...de patinagem

Devo ter sido dos poucos a não ver o anúncio da Tagus. Não vi o conteúdo, nem o estilo do "orgulho hetero". Sei que ao contrário do "orgulho gay", o hetero não se manifesta. Não precisa. Nem o gay devia precisar, fosse ele mais natural, menos forçado. Os problemas das saídas dos armários, não são as suas saídas, são a forma, a exuberância que toca o rídiculo, a agressividade perante outros estilos chamados tradicionais, enfim, o costume que resulta das ditaduras de minorias. E o mesmo se passa se o registo for igualmente agressivo do lado hetero, o que não sei se foi o caso do anúncio Tagus, pois como já tive oportunidade de dizer, não vi. Interessa que não vá por aí. Que não precise de ir por aí, caso contrário assume uma fragilidade grande. Assume-se como eventual derrotado numa guerra que nem faz sentido existir.
Certo é, que o propósito de uma qualquer campanha publicitária é ser falada. E como se pode ver por essa blogosfera fora, a Tagus conseguiu-o na sua plenitude! E sem patinar!
|| JMC - João Maria Condeixa, 18:37 || link || (1) Comentários |

Entretenimento


No Google News, na secção de Entretenimento, a notícia que aparece em primeiro lugar tem como título "psicopata assassino comeu o sogro na casa de Sintra". Há entretenimentos fantásticos, não há?
|| JMC - João Maria Condeixa, 18:07 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, novembro 26, 2007

Curtas e rápidas

25 de Novembro será sempre uma grande data. O 31 da Armada, que fez um ano de existência, só veio dar razão à história.
|| JMC - João Maria Condeixa, 22:12 || link || (0) Comentários |

domingo, novembro 25, 2007

25 de Novembro


"Queremos a Democracia. A Democracia autêntica!"
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:27 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, novembro 22, 2007

Imagino a caixa do Pai Natal

Quando era miúdo lembro-me de vibrar com esta altura do ano graças aos intervalos que passavam a anunciar todos os brinquedos e mais alguns entre desenhos animados . Não havia Toys"r"us, nem prateleiras de hipermercados cheias como acontece hoje em dia, pelo que os anúncios eram autênticos tesouros do Ali-babá para a rapaziada mais nova. Mas, se naquela altura gostava, já hoje, invadirem a minha caixa de correio electrónico, bem como a tradicional, para despejarem tralha e mais tralha, é coisa que não acho particularmente piada. O consumismo do Natal só é giro e só tem piada quando somos miúdos e nem sequer sabemos dizer consumismo, quanto mais explicar o conceito.
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:30 || link || (2) Comentários |

terça-feira, novembro 20, 2007

Uma ginja era o que eles mereciam....


Acho que nunca me debrucei no balcão da Ginjinha. Não gosto de beber ginja! Mas o espaço faz-me lembrar aqueles sítios que nos hipnotizam nos dias mais nostálgicos. Facilmente dava para parar e pensar na quantidade de pessoas e histórias que por ali passaram a marcar o mármore. Muitas delas talvez tenham lá perecido engasgados por uma qualquer ginja ou até por terem abusado na quantidade. Outros talvez tenham tratado da sanidade mental através do álcool adocicado, enquanto a sanidade do local diminuia. Mas nada que no dia seguinte não tivesse cura. A ASAE pôs fim a isso. A ASAE acabou com a Ginjinha depois de ter tentado acabar com as Bolas de Berlim na praia. A ASAE quer acabar com parte da minha memória sem que eu lhe tenha pedido. Com parte da memória portuguesa, sem que ninguém se tenha queixado. A ASAE que continue assim e logo vai ver se um dia destes não sou pessoa para embarcar numa manifestação para lhe acabarem com o pio. Isto assim é que não pode continuar!
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:37 || link || (2) Comentários |

domingo, novembro 18, 2007

Estado mau pagador

O tempo que o Estado demora a responder às suas responsabilidades já se fez sentir na carteira de todos os contribuintes, por via directa ou indirecta. Por isso e independentemente do partido ou das ideias partidárias esta é uma das tais petições que todos deviam assinar.
http://www.estadomaupagador.net/
|| JMC - João Maria Condeixa, 22:33 || link || (0) Comentários |

sexta-feira, novembro 16, 2007

Como não ter racismo


Foi com esta pesquisa no google que alguém chegou até ao meu blogue. Não sei se é alguém que se sente doente ou que com medo de contrair a doença, joga pelo seguro e começa já a procurar os principais sintomas e medidas preventivas ou se é alguém que faz a pesquisa num tom mais indignado, habitual de quem foi assaltado de fresco por um gang no metro e que se limita a um exercício retórico. Não sei.

Do que conheço da natureza humana o racismo só existe por definição social. A teoria antropológica do ser humano agir segundo as leis que permitem a sobrevivência do seu grupo e por isso encarar com maior desconfiança o que lhe é racialmente estranho, deixa de ter sentido a partir do momento em que o Homem dispõe da melhor arma de todas: a razão. A razão permitiu-lhe descobrir que as diferenças raciais não lhe devem causar estranheza e que bem pelo contrário podem ser vantajosas numa perspectiva de diversidade génica. Assim uma raça não deveria naturalmente estigmatizar outra. Se o faz a culpa pertence à História e não à sua natureza. Para que o racismo deixe de existir bastará desligar as cores daquilo que outrora se passou e deixar fluir a civilização sem pensar muito nesses preconceitos. Afinal, quanto mais natural melhor!
|| JMC - João Maria Condeixa, 13:37 || link || (1) Comentários |

Polícia do futuro?

Ontem apanhei um resto de um clássico, que o é muito pouco: Robocop, o polícia do futuro. No filme há uma empresa privada de segurança e defesa militar, a OCP, que se sobrepõe à polícia e ao resto da população. Diria que, passível de cometer uma grande asneira, até tem parecenças com a Blackwater. Não digo isto pensando nas suas finalidades, que espero serem distintas, mas sim por serem os únicos modelos de defesa privada que julgo conhecer.
Nesta matéria, tenho grandes, senão todas, as dificuldades em ver passar este tipo de poder para outra mão que não seja estatal. Vejo serviços neste domínio que podem ser privatizados, muitos dos quais já apresentados por altas patentes das forças armadas. Agora a parte bélica, desconfio e muito...
Pelo sim, pelo não, vou dar umas voltas por aí e estudar o assunto e as novidades que vão aparecendo...Depois descarrego aqui!
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:06 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, novembro 15, 2007

À nora na CML

Nos serviços da CML perguntei a três pessoas diferentes, todos funcionários, obviamente, pois a amigdalite não me afecta assim tanto, onde ficava a Cartografia. Nenhum me sabia responder. Só soube que tinha passado mesmo à frente dela quando uma quarta funcionária me respondeu:
- Cartografia?! Ah, p'ra levantar mapas? É ali!
Muitos professores dizem que os maus resultados na matemática são consequência de um fraco "português". Arriscaria dizer que não é só na matemática!
|| JMC - João Maria Condeixa, 18:48 || link || (1) Comentários |

quarta-feira, novembro 14, 2007

Doença da moda

Quem é que nos últimos 15 dias a um mês não teve uma amigdalite? Eu estou com uma...Alguém mais se acusa?
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:31 || link || (3) Comentários |

La cancion

|| JMC - João Maria Condeixa, 20:26 || link || (0) Comentários |

terça-feira, novembro 13, 2007

A Igreja portuguesa e as ovelhas que fogem do redil

Posso discordar de muita coisa do João Miguel Tavares, mas, pelo menos neste parágrafo, dou-lhe a totalidade da razão:

Traduzindo para português, a referência aos "percursos de iniciação" quer dizer uma coisa muito simples: os cristãos portugueses estão mal preparados, vivem agarrados a uma religiosidade popular mal fundamentada e isso faz com que entre o fim da infância e o início da idade adulta boa parte das ovelhas se pisgue do redil.

Curiosamente, é uma questão de estatística. Em Portugal baptiza-se quase tudo à nascença, aos sete anos faz-se a primeira comunhão e aos 15 despacha-se o crisma - como se fosse possível aos sete alguém compreender a profundidade da eucaristia e aos 15 estar em condições de afirmar a maturidade da sua fé. Esta juvenília religiosa é boa para se chegar aos noventa e tal por cento de católicos em Portugal, mas leva a que aos 15 esteja feita a licenciatura cristã e que aos 18 já só haja jovens no coro. O preço que se paga é muito alto: ficam apenas fiapos de fé. E por isso Fátima enche, enquanto as igrejas se esvaziam.

|| JMC - João Maria Condeixa, 16:05 || link || (0) Comentários |

Limousines para tornar justiça célere

O Ministério da Justiça, conforme foi explicado ao DN, recorre geralmente, para o seu serviço e inclusivamente para uso do ministro, a viaturas aprendidas, a maior parte oriunda do tráfico da droga. São, em geral, bons carros. Esta prática terá sido abandonada em época de contenção financeira.

O negócio, sem incluir o imposto automóvel (IA), de que as instituições públicas estão isentas, rondou um valor global de quase 176 mil euros (35 mil contos) e foi por ajuste directo, sem recurso a concurso público, e sem autorização do Ministério das Finanças. Poderá estar em causa a violação da lei.

Neste panorama de carência, um dos contemplados com um novo carro de alta cilindrada foi o presidente do IGFIEJ, com um Audi Limousine 2.0TDI, de 140 cavalos. Esta viatura, sem o IA, custou ao Estado 38 615,46 euros, com 2831 euros de equipamento opcional, nomeadamente caixa de 6 CD, computador de bordo a cores, sistema de navegação plus, sistema de ajuda ao parqueamento, alarme e pintura metalizada.

|| JMC - João Maria Condeixa, 15:55 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, novembro 12, 2007

5 passadeiras são notícia!

É impressão minha ou António Costa acabou de passar na televisão a dizer que ia pintar 5 passadeiras de peões? É possível que tenha pago para aparecer?Só pode....até eu já fiz mais e melhor que isso e nem sequer no rodapé do telejornal apareci!

Algo cheira a esturro quando cinco passadeiras são notícia!
|| JMC - João Maria Condeixa, 18:09 || link || (0) Comentários |

Isto anda um bocado parado

A minha caixa de comentários está cada vez mais parecida com a minha caixa do correio. Tudo o que recebo é spam. Quando vem em meu nome, leio mas não é para responder. Valha-me o facto de não me darem dores de cabeça como algumas das outras..
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:48 || link || (0) Comentários |

Troca de papéis

O Rei de Espanha, embora não tenha sido eleito, consegue ser mais democrata que Chávez e este, embora tenha valorizado a sua legitimidade face à do monarca, preferia nunca ter ido a votos para realizar por completo o seu sonho ditatorial. Mas uma coisa é certa, apesar de Juan Carlos não ter sido legitimado pelo povo, consegue obter maior autoridade para fazer o que fez do que qualquer outro presidente da república de qualquer país. Há aqui muita coisa trocada!
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:09 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, novembro 08, 2007

Diferenças fiscais e algo mais

Também concordo que as desigualdades fazem mal ao desenvolvimento. Concordo eu e concordará toda a gente e isso vê-se, quer pelo comentário publicado no Ladrões de Bicicletas, quer pelo artigo a que ele se refere e que critica as plutocracias em economias emergentes. Mas o que está em questão e partindo do pressuposto que este post vem a reboque deste, é a forma como se combate as tais assimetrias. É a proposta fiscal que colocam, que está longe de ser consensual. Tudo porque encaram o Estado como o justiceiro supremo que se rege furiosamente pela regra de Marx ("de cada um, de acordo com as suas capacidades, a cada um, de acordo com as suas necessidades") e que vê os sistema fiscal como o instrumento a utilizar para lutar contra a desigualdade de fortuna.

Para mim o sistema fiscal tem de ser o mais justo possível, não no sentido de "justiça social", mas sim no de sujeitar todos à mesma responsabilidade perante o Estado. Daí que seja favorável às flat tax. E o termo inglês não exclui a progressividade do imposto, como tantos temem e mal. Exclui é todas as manobras de diversão, benefícios, deduções, isenções e confusões que essas sim, tendem a ajudar quem menos precisa. Quanto ao resto da política fiscal, tudo se prende com a perspectiva: será preferível criar riqueza, fomentar crescimento económico ou limar tudo por baixo e refrear o desenvolvimento? É que é isso que se faz quando se pretende imputar culpas sobre os lucros que uma empresa consegue ter. E se é difícil tê-los!

Já acerca dos impostos sobre sucessões e doações não falo mais. Já disse o que tinha a dizer, foi pouco mas chega para o ridículo que é a proposta.
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:13 || link || (1) Comentários |

Pouca política, mas muito, muito repetida


Por muita razão que tenha o Adolfo quanto à arrogância de Sócrates no parlamento e à forma como se dirigiu a Santana, a verdade é que essa postura lhe dá pontos.
A retórica, em tempos uma arte, deixou de aparecer pela AR a partir do momento em que os deputados deixaram de falar uns para os outros. Até há umas décadas atrás talvez fosse comum assistir a alguns exercícios da mais feliz eloquência, afinal de contas tinham quem os fingisse ouvir: os adversários de bancada. Hoje em dia, ao saberem que são ouvidos cá fora, optaram por descer o discurso à terra. Não porque não fossem entendidos (em parte, talvez), mas porque ninguém estaria disposto a aturar demonstrações exacerbadas da vaidade de cada um dos deputados. O problema é que o pragmatismo exigido não foi correspondido e ninguém se queixou disso, antes pelo contrário, riram-se da novidade. O debate passou do extremo pavão para descer à conversa borracheira de uma tasca. E quanto mais parecido com uma dessas animadas patuscadas em dia de bola ( que eu até gosto bastante, embora não ache piada ao futebol) mais interesse causa nas audiências.
Chegando ao ponto de só ser visto por quem quer ouvir umas ofensas, uns uppercuts oratórios e uns ganchos de esquerda. Tudo o resto, tudo aquilo que seja sobre o diploma ou assuntos em causa, não é para ouvir. Pelo que ganha quem se mostrar mais enquadrado dentro deste esquema e consiga ainda assim, passar uma pequenina mensagem política. Nada de muito extenso e de preferência repetido bastantes vezes. E a verdade é que Sócrates fê-lo melhor que Santana.
|| JMC - João Maria Condeixa, 13:34 || link || (0) Comentários |

terça-feira, novembro 06, 2007

Remember freedom

A esquerda em Portugal, resultante de uma deturpação histórica, teve sempre a tentação de ser monopolista da liberdade. Enquanto arautos de uma definição muito própria desse conceito assumiam, numa posição muito paternalista, todos os sacrifícios que tal fardo representava. Era um fardo pesado, de tal forma custoso, que qualquer comum ser humano fugiria ao primeiro olhar. Mas a nossa esquerda, não! Transportava a liberdade, como se fosse a sua sina, o seu fado. E sempre que se assumia como fiel depositária de tal desígnio dos deuses, mostrava-se orgulhosa, mas muito cansada e sacrificada. Como se estivesse num calvário.

Entretanto os tempos foram evoluindo, o discurso manteve-se, as memórias repetiam-se à saída da caixa e os embaixadores da liberdade tornaram-se obsoletos. Ficaram reféns de recordações, algumas bacocas, que não lhes permitiu verem outras frentes em que perdiam liberdade.

Por sua vez a direita foi, gradualmente, conquistando espaço. Os complexos de esquerda foram tendo tratamento psicológico, muito embora existam uns quantos que o recusam receber ou são já incuráveis, e o efeito foi permitindo passar um discurso sobre a liberdade que era impensável, sobretudo se trazido por uma ala ou quadrante de direita.

A verdade é que o conceito mudou. E estendeu-se a áreas fora da concepção de Abril. E assim mudou de mãos. Hoje a direita já não tem vergonha em falar nisso e aliás ergue a liberdade como uma bandeira também sua!

Talvez por isso, o entusiasmo com o 5 de Novembro e a Vendetta tenha sido, por mero acaso e coincidência, tão grande!
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:01 || link || (0) Comentários |

Que derby tão fraquinho...

A simples presença de Pedro Santana Lopes como líder da bancada parlamentar trouxe a mais valia a Sócrates de poder recordar a seu belo prazer o passado. Santana ajudou à festa a partir do momento em que não se debruçou estritamente sobre o orçamento. E ao não o fazer, não só levantou a poeira das memórias, como fez e faz esquecer por completo a existência de Luís Filipe Menezes. Sócrates continua sorridente face ao PSD...
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:40 || link || (0) Comentários |

5th


Cruelty and injustice, intolerance and oppression. And where once you had the freedom to object, to think and speak as you saw fit, you now have censors and systems of surveillance coercing your conformity and soliciting your submission. How did this happen? Who's to blame? Well, certainly there are those more responsible than others, and they will be held accountable, but again truth be told, if you're looking for the guilty, you need only look into a mirror.
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:48 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, novembro 05, 2007

Votos obsoletos?

Depois de ter obtido 1 milhão de votos nas presidenciais e de ter mostrado que não sabia o que fazer com eles, Manuel Alegre vem a terreiro intitular-se de "socialista arcaico" e assim abrir mão desse eleitorado. Se eles ainda não tinham fugido, agora fizeram-no de certeza. É que não há eleitor que resista ao rótulo de "obsoleto".

Entretanto Sócrates soma e segue sem que nenhum aviso à navegação seja feito de dentro da sua máquina partidária. As maiorias são tão apetecíveis, não são?
|| JMC - João Maria Condeixa, 15:56 || link || (0) Comentários |

O cilindro mágico

Há dias que o velho tema da educação ajuda a preencher jornais e telejornais. A propósito deste assunto, que os portugueses gostam de tratar pondo umas caras muito sérias, veio-me à memória um episódio humorístico das aventuras de Tintin. Tanto quanto posso recordar, era assim. Num espectáculo de circo, o capitão Haddock vê um ilusionista cobrir um copo de água com um cilindro de cartolina, estalar os dedos – e eis a água transformada em vinho. Entusiasmado, compra um cilindro igual, imita o gesto – e fica perplexo ao constatar que a água, na sua taça, continua a ser água. Em Portugal, nós também temos um cilindro mágico: é o sistema de ensino. E como o capitão Haddock, andamos espantados por a água não se transformar em vinho.
Por Rui Ramos, no Público, via Atlântico.
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:30 || link || (0) Comentários |

sexta-feira, novembro 02, 2007

Is there anybody in there?

Your lips move but I can't hear what you're sayin'.[...]
The child is grown, the dream is gone.
I have become comfortably numb.

|| JMC - João Maria Condeixa, 20:23 || link || (0) Comentários |

You've got mail

Em Portugal, o poder de compra caiu de tal modo que até a classe média está a sentir na pele essa queda.

No seu estilo inconfundível, o Bloco de Esquerda atacou o Governo com o seguinte argumento:

- A situação está tão degradada em Portugal com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quotidianamente em causa por este Governo que até universitárias estão a começar a prostituir-se.

A resposta de Sócrates não se fez esperar:

- Em primeiro lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; em segundo lugar, e como é apanágio de V. Ex.ª que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias.
|| JMC - João Maria Condeixa, 15:53 || link || (0) Comentários |

Risco Zero

Para aqueles que participavam nas batalhas aéreas nada lhes dava mais gozo que marcar no avião o número de inimigos abatidos. Era sinal que tinham enfraquecido os opositores, mas sobretudo, que tinham conseguido sair do confronto com vida.

O MAI agora quer marcar nos veículos o grau de segurança, ou da falta dela, dos respectivos condutores. Verde, amarelo e vermelho serão os níveis que cada um de nós poderá obter no futuro, consoante o número de sinistros que tiver causado. Como se pode ver, há algumas semelhanças com o procedimento utilizado pelos pilotos da guerra. Mas qual é mesmo o propósito?

Mostrar que se teve o sinistro e que se sobreviveu? Levar os outros condutores a mudarem de faixa só porque vêm um sinal vermelho no carro da frente? Ou acalmar os ânimos nas filas de trânsito:
- Epá, não buzines, olha que o gajo têm um tócolante vermelho...deve ser perigoso!
|| JMC - João Maria Condeixa, 15:07 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, novembro 01, 2007

Pagão e o religioso

O Halloween é relativamente novo face à antiga Europa. Mas as suas raízes estarão certamente neste continente, pelo que importa lembrar o feriado de hoje e verificar algumas semelhanças:

Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Hoje, em conversa, cheguei à conclusão que este termo do "dia dos bolinhos", que eu nunca tinha ouvido até chegar ao Alentejo, só por lá deve ser utilizado. O mais provável é que tenha sido mão comunista a dar novo rótulo à coisa, pois por ali, não é só Ele que "works in mysterious ways"!
|| JMC - João Maria Condeixa, 21:21 || link || (0) Comentários |

Assumir, é o primeiro passo para a cura...

Antes do congresso do PSD a direita portuguesa estava "em crise" (sic). Mas os grandes opinion-makers portugueses parecem ter ficado satisfeitos com a descoberta da cura feita por Luís Filipe Menezes: virar o PSD ainda mais à esquerda.

Sempre estou para ver se na próxima disputa pela presidência laranja voltam a dizer que a direita está em crise.

|| JMC - João Maria Condeixa, 20:45 || link || (0) Comentários |
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