Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

quinta-feira, julho 27, 2006

Porque também há leite bom II

E se há indignação por parte daqueles que querem comprar quotas, é porque sentem a sua eficiência técnica a exigi-lo. É porque sentem a sua eficiência técnica a querer ir à luta como o resto dos sectores vai. Isto é, quer deixar de pertencer a um sistema que controlou a produção, que limitou a oferta, de maneira a não desvalorizar o produto e a assegurar o rendimento estável do produtor. E quer deixá-lo porque se sente capaz de competir com as mesmas regras dos outros, ainda que isso lhe dê mais trabalho.
O mais certo, caso abolissem as quotas, era terem mais riscos, era assistirem a uma descida abrupta do preço do leite, era verem a competitividade bater-lhes à porta, era verem o consumidor mais desafogado pois não estava a suportar o que é tecnicamente considerado por "preços de garantia", mas acima de tudo era poderem exercer o que tecnicamente são capazes. E no fim não ficavam a perder, pois a variação de preço seria certamente compensada pela variação da quantidade de leite que poderiam passar a produzir. Os únicos a perder seriam aqueles que não encaram a produção leiteira como "alta competição" e a exercem como amadores, pois os outros, os do "leite bom", já estão habituados a encarar a actividade com grande profissionalismo, onde todos os segundos contam e onde todas as peças fazem xeque-mate!
E não é assim nas outras profissões e nos outros sectores?
P.S. não quero afirmar que o leite vindo de produtores com menos "tecnologia" é pior! Antes pelo contrário...mas não deverá ser o mercado a saborear e estabelecer essa diferença?
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:04 || link || (1) Comentários |

terça-feira, julho 25, 2006

Porque também há leite bom...

A informação correcta é valiosa, sobretudo, pelas opiniões que dela advêm. Não falo do conflito israelo-árabe, embora também se adequasse a esse tema, mas sim da produção leiteira e das respectivas quotas.
Nos dias que correm, com a evolução tecnológica à flor da pele, é tecnicamente estimulante aumentar a rentabilidade de um dito recurso. Neste caso específico, é altamente estimulante maximizar a produção de uma vaca leiteira através das várias componentes da técnica, tentando , em simultâneo, minimizar os custos de cada litro.
O que acontece é que cada vez mais é inevitável não entrar neste regime e não incrementar (não importa aqui o quanto) a produção, salvo raras excepções profundamente "amadoras".
Ora tendo quotas fixas de produção, onde é punido quem as ultrapasse, é natural que a indignação surja. E ela surge. Mas fora das "vozes tradicionais". Surge a título individual, pois só quem trabalha, com competência, directamente no úbere da vaca e não na secretária, sabe o quão difícil é cumprir as quotas estipuladas. Daí estar sempre a querer comprar quotas. Daí a rebelião permanente nos Açores. Mas essas imagens e informação não circulam de modo tão fluente.
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:27 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, julho 24, 2006

A terra a quem é dono dela!

Belmiro de Azevedo, usufruindo do seu estatuto empresarial, resolveu pedir a imposição de "castigos" para quem não trabalhe a terra. Era o que faltava, fazer-se ouvir de novo tão famigerada frase, desta feita, evocada pelo "outro lado da moeda", mas nem por isso menos radical.
Um dos problemas principais da agricultura, é, para um mesmo ambiente económico, o rendimento médio dos empresários agrícolas ser inferior ao dos empresários não agrícolas. (Gap que Belmiro irá agora provar pela primeira vez)
E essas diferenças são tanto maiores, quanto menor for a dimensão da dita empresa, quanto menor for a eficiência técnica e quanto maior for a disponibilidade de massa humana funcional fora do sector agrícola.

Perante esta realidade, é natural que em certos casos, em que os proprietários têm menos conhecimentos técnicos e são "vítimas" de propriedades reduzidas, tenham optado pelo "abandono" das terras. Seria bom que as arrendassem. Não só para eles próprios, como para o retorno público que daí resultaria (sector ambiental, agrícola, social). Mas não pode ser uma regra, pois o próprio "abandono" pode ser uma opção do proprietário privado que apenas almeje a mera valorização da terra a médio/longo prazo. Desejo contra qual o Eng. Belmiro nada pode fazer!

Já bem diferente é o que ele poderá vir a promover. Sabe-se que terá "oxigénio" suficiente para uma eficiente gestão de stocks e inclusive para um salto tecnológico que lhe permita aumentar a procura, subir os preços ao mesmo tempo que diminui os custos de produção, mas há um pormenor que vamos falar nos próximos dias e que o Eng. se esqueceu. É que ele está habituado a oligopólios, mas o mercado agrícola é de concorrência perfeita!
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:48 || link || (0) Comentários |

domingo, julho 23, 2006

Resisti, resisti,

até que cedi! Hoje tive de formatar o meu pc. Já era hora de o arrumar, de o limpar e de lhe dar uma alma nova. Estive a tarde toda nisto. Backups, gravações, instalações, reiniciar, desligar. Tudo para o tornar mais leve, mais novo. E como não podia deixar de ser, tive de lhe dar um "new look". Agora tenho um XP a imitar um Mac OS e um Firefox com uma máscara "iFox" a substituir o explorer cinzentão. Já só falta mudar o blogue...alguém conhece templates "novos" para leigos na matéria?
|| JMC - João Maria Condeixa, 03:40 || link || (0) Comentários |

quinta-feira, julho 20, 2006

Sem ser Nostradamus, nem Zandinga

Acredito que encontrei o próximo passo que a Juventude Socialista, aquela que fará do "Sim ao aborto, o combate da vida da organização", dará na defesa das minorias desprotegidas: Tribunal autoriza partido pedófilo
Vão ver que é uma questão de tempo para aparecer o tema por cá. Depois digam que eu não avisei que há quem queira desfazer futuro
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:34 || link || (0) Comentários |

Excesso de currículo

No seguimento do post e da preocupação anterior, encontrei um sério problema:
Conheço os Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC). Reconheço-lhes a utilidade e julgo que poderão ser uma mais valia e de alguma forma um estímulo. Mas tendo em conta que se pretende que os CRVCC venham a conferir equivalências ao 12º ano e que ao mesmo tempo surge a possibilidade de maiores de 23 anos ingressarem "quase automaticamente" no Ensino Superior desde que não tenham um curso secundário, começo mesmo a acreditar que caminhamos no sentido das passagens administrativas e que se obtém uma licenciatura desde que se tenha paciência e não se saiba ler, nem escrever!
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:03 || link || (0) Comentários |

Exigir para termos massa exigente

Não percebo uma Ministra da Educação que, como o próprio "título" transmite, deveria pedagogiar a massa humana sobre a qual trabalha, mas que em vez disso opta por lhes criar ilusões. Estatisticamente as notas eram baixas, ora em vez de lhes incutir o espírito de perseverança necessário para o futuro, opta por lhes ensinar a via do facilitismo típico do socialismo. Se existissem erros ainda admitiria tal hipótese, agora assim é premiar o desmérito. Eu também fui a primeira fornada de uma reforma, que teve notas médias miseráveis e não foi por isso que foram mais condescendentes. Depois estranham ao entrar na faculdade, claro está!
Se queremos um país activo, participante, exigente, não podemos caminhar no sentido das passagens administrativas.
|| JMC - João Maria Condeixa, 00:37 || link || (1) Comentários |

segunda-feira, julho 17, 2006

Ordenamento de liberdades

Tanto quanto percebi pela última pequena fuga do AA, as doutrinas do ordenamento são tidas como sagradas e poucas vezes questionadas. Pelo que conheço desse mundo, não posso deixar de concordar. Julgo que se deve ao facto de ser uma “visão recente” que ainda não conseguiu quebrar com as barreiras ultra-proteccionistas que eram necessárias no início para que ocorresse a mudança de mentalidade, mas que agora peca por não ter evoluído a tempo de acompanhar as exigências de uma sociedade permanentemente em mutação e sedenta das maiores comodidades (embora muitas vezes não saiba quais são).

Mas o grande problema dele, é que para operar tal “arte” de ordenamento, torna-se necessário ao estado interferir na esfera privada, acção que o repugna muitíssimo. E que de certa forma compreendo. Mas vejamos: grande parte dos temas tratados por esses engenheiros, burocratas e afins, são as chamadas externalidades, i.e., falhas de mercado. Mais concretamente as positivas, sobre as quais recai o nosso bem-estar, sem que possamos contabilizar o quanto dela estamos a usufruir.
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O que eu pergunto é: tenho uma casa, que tem vista para o rio. Paguei uns quantos “aéreos” a mais para usufruir dele e quase garantidamente que o faria pois as casas naquela zona eram todas térreas. Entretanto, construíram um prédio à minha frente que me retirou a vista por completo. Assim o privado, sem interferência do estado, acabou por me lesar a mim que tinha pago pela vista que agora não tinha. Sem ordenamento conseguiria essa garantia?
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:04 || link || (8) Comentários |

Ter cão ou não ter cão, eis a questão...

O PS descobriu que a direita, onde erradamente inclui o PSD, não sei se por causa das últimas opiniões de JPP, quer terminar com a visão de estado social. A direita quer então um estado minimalista (bem observado), "colocando-se de uma forma inovadora na defesa dos interesses corporativos." (Esta malha, já antiga, não podia faltar). Só não entendo o que querem dizer com ela, pois assusta-me muito mais os tentáculos corporativos de um estado de compadres que inevitavelmente cresce todos os dias, alimentando-se do eleitorado ao mesmo tempo que o tenta alimentar, esticando os seus limites para além do possível (visão defendida pelo PS e pelo PSD, responsável pelo problema estrutural que o país atravessa) que uma interacção privada passível de sofrer mutação à medida do consumidor, apenas regulada pelo estado responsável de algumas áreas-chave.
|| JMC - João Maria Condeixa, 15:56 || link || (1) Comentários |

quinta-feira, julho 13, 2006

Ai... sessoria!

O meu problema não é o soldo de cada assessor. Nem é o número de assessores existentes. Pelo menos isoladamente, como foi e é noticiado. O meu problema é a sua prestação poder não corresponder à remuneração. O rendimento laboral deverá corresponder ao rendimento financeiro e quando assim não o é, a entidade empregadora tem de ter conhecimento do problema e deverá, ou chamar à atenção ou arranjar substituição mais eficiente. Provavelmente uma com o mesmo ordenado, mas que seja uma mais valia ao ponto de se tornar sustentável a sua presença àquele preço. E isto é possível, não fosse a utilidade marginal ser decrescente e permitir assegurar que a remuneração toque um limite para aumentos desejados de prestação.

Mas o problema é que o estado não está para aí virado, pois não consegue fazer a filtragem e muitas vezes também não lhe apetece/convém verificar quem justifica determinado ordenado.
Preocupa-me mais esta situação. Sobretudo depois de ter tido conhecimento, na altura em que Rui Rio fez a auditoria à CMP, que havia quem recebesse o ordenado minímo ( o que não choca ninguém), mas que depois se limitava a picar o ponto e a voltar para casa! Esta ineficiência produtiva é que é preocupante. Mais que isolar os números sem se conhecer as valências que lhe dizem respeito.
Mas percebo a preocupação!
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:02 || link || (2) Comentários |

Aprovado!

O tema da minha tese: "Análise económica de biomassa enquanto fonte para energias alternativas".
Próximo passo: abrir uma estação de serviço com restaurante tipicamente alentejano a substituir o Macdonalds. Quero ver-vos a guiar a seguir...
|| JMC - João Maria Condeixa, 00:55 || link || (2) Comentários |

terça-feira, julho 11, 2006

Males que vêm por bem

Que a carga fiscal é pesada já todos sabíamos. Ainda assim, os conformados são muitos. Uns por desconhecimento total, outros por concordância com o sistema actual. Mas a maioria, acredito que façam parte da primeira fatia. E se até agora ninguém lhes chegava, ninguém os conseguia acordar para o assunto, eis que vem a selecção despoletar o dito e abrir-lhes os olhos. Não estou a defender a sua postura, que aliás considero anedótica e que acredito piamente que venha apenas da FPF e não directamente dos jogadores, mas o que é certo é que inevitavelmente veio ajudar. Agora os comentários são muitos. Indignação pela pretensão do pedido e indignação com a percentagem com que o estado fica. Percentagem que ao descobrirem ser a habitual ainda os indigna mais. Tanto? E para onde vai? Onde é que anda?
Estas e outras perguntas que agora surgem podem e deverão ser respondidas pela selecção, pois a maioria não ouve mais ninguém!
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:15 || link || (3) Comentários |

segunda-feira, julho 10, 2006

Pulso Invisível

Muitos dizem, e já quase se torna num mito urbano, que Portugal já só lá vai com "pulso". É já uma expressão banalizada, muitas vezes descontextualizada, mas que não deixa de transparecer algumas necessidades que o país atravessa e que precisam de resposta firme. Resta saber o momento, a medida e a forma como deverá ser aplicado esse pulso.

E ao pensar na forma, lembrei-me que esta poderia ser uma questão muito frágil para a direita liberal. No fundo todos os que utilizam esta expressão pensam numa intervenção reguladora do estado. Pensam, não apenas na segurança apertada, mas também na austeridade financeira, na regulamentação de mercados concorrenciais e inevitavelmente em políticas de emigração mais restritivas. Já a direita na sua ponta mais extrema resguarda-se nesta sombra, embora não seja sua por direito. Fica então por saber como deverá a direita mais liberal (embora reconheça essencialmente a sua diferenciação na perspectiva mercantil) capitalizar este discurso e resolver este dilema. Poderá fazê-lo, conseguirá fazê-lo ou passará o esférico para a direita conservadora, sua parceira simbiótica?
Será possível imaginar e criar um "pulso invisível" (este termo é meu e vai ter copyright antes que seja gamado por um Silva ou Smith qualquer) que assente na responsabilidade e exigências individuais promova a resposta aos problemas acima descritos ou isso seria criar a "justiça popular"? Que dizem AAF, MI, Blasfémias & Atlântico?
|| JMC - João Maria Condeixa, 21:38 || link || (5) Comentários |

quinta-feira, julho 06, 2006

Quando a mágoa mata o sonho


O país viveu à beira da luxúria. Extasiado elevou os jogadores ao título de heróis. Com eles subiu o treinador brasileiro. Foi de bom tom esse reconhecimento. Era merecido. Tinham alcançado uma etapa difícil e tinham mostrado a força desta pequena nação. Jogaram bem. E ontem jogaram muito bem. Talvez da melhor forma em todo o mundial. Mas a má moeda expulsou a boa moeda. Nem sempre quem merece continuar, consegue fazê-lo, pois a sorte e o azar também jogam.
E num país que vibrava e enaltecia os seus heróis ao esplendor máximo, começavam a ouvir-se vozes críticas. Vozes vazias a denegrirem aqueles que glorificavam até então. De um segundo para o outro desmoronavam eles próprios um sonho que não jogaram em campo, enquanto no terreno os guerreiros se mantinham a combater e a tentar ir um passo mais além.
De um segundo para o outro o brasileiro deixara de ser irmão e campeão do mundo, para passar a ser a escumalha das ralés.
É triste que o reconhecimento seja tão fugaz. Que a opinião seja tão vã e com tão pouco coração. É triste que essas punhaladas de Brutus sejam tão populares neste país. Eu ontem, mas também noutros tempos e noutros jogos e modalidades diferentes, presenciei tal pobreza de espírito.
E aprendi que num momento se perde, noutro se ganha e que muitas pessoas não entendem isso, pois nunca sequer tentaram ou ousaram como aqueles que jogaram ontem à noite!
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:56 || link || (33) Comentários |

terça-feira, julho 04, 2006

Parabéns & etc.

A Arte da Fuga fez anos. Fez dois. Lamentam-se por não terem tempo para compilarem um best of. Eu lamento-me por ter deixado passar o dia sem os felicitar e por não ter tempo para escrever com maior periodicidade. Mas sejamos francos, por aqui os comentários têm sido tão raros que também não estimulam. Não tarda faço uma greve de actualizações, prometendo apenas voltar se os comentários (insultos, ideias, apoios, insultos, etc.) assim o compensarem. Quem está de volta é o Quinto dos Impérios e merece algumas visitas. Já a Causa Nossa, que tanto critica o nacionalismo bacoco, que usa e abusa deste termo, fala hoje de pantones ligados ao Estado Novo. Vem aí nova expressão, "pantones bacocos", by Vital Moreira
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:06 || link || (3) Comentários |

sábado, julho 01, 2006

A frase do dia

A notícia política do dia vem a ser a demissão do Prof. Freitas do Amaral, vítima dos seus conhecidos problemas de coluna vertebral.
in Sexo dos Anjos por Manuel Azinhal.
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:54 || link || (2) Comentários |
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