Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

terça-feira, maio 30, 2006

Impostos Europeus

O Parlamento Europeu está a estudar uma proposta apresentada por Alain Lamassoure, eurodeputado francês, do grupo Popular, que idealizou a aplicação de uma taxa sobre o correio electrónico e as mensagens de texto dos telemóveis (SMS).
Que me esclareçam os mais entendidos, mas não será esta uma ideia tremendamente negativa? Em primeiro lugar, parece-me vir desresponsabilizar os diversos governos que compõem uma Europa das Nações, pois assim, abrindo o novo precedente para impostos europeus, passam a descartar-se facilmente de medidas que até aqui teriam difícil implementação. Em segundo lugar, distancia ainda mais a população dos agentes governativos, pois sabemos, à priori, que a aproximação, de todos, a Bruxelas será quase utopia. Em terceiro lugar, a medida em concreto, parece-me mais uma interferência por parte de CE, que de forma distante, para não dizer alheia, volta a mexer no mercado. Sabemos que se derrubaram fronteiras, mas assim parece-me estarmos a construir outras, onde a diferença é apenas o seu alargamento geográfico.
Tantas imposições que já temos, para agora quererem impostos na acepção financeira do termo, parece-me demasiado! Não seria mais fácil desviar uma ínfima parte das contribuições de cada país, de forma indirecta para a sustenção da UE?
|| JMC - João Maria Condeixa, 03:12 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, maio 22, 2006

Vitor Hugo


É sem dúvida alguma, um dos meus escritores preferidos. Vitor Hugo morria hoje em 1885 e aqui deixo algumas palavras suas que dirigiu a Portugal em 1876, ao mesmo tempo que aproveito para recomendar duas obras, Les Miserables e L'Homme qui rit.

"Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos"
Victor Hugo, 1876, a propósito da abolição da pena de morte em Portugal (o primeiro país europeu a fazê-lo).
Outrora demos o exemplo, agora limitamo-nos a ir buscá-lo!
|| JMC - João Maria Condeixa, 12:33 || link || (1) Comentários |

Moeda morta, Rei posto!


Hoje, em 1911, nascia o escudo criado pelo governo provisório português para substituir o real. Cada escudo equivalia a mil reais. Se naquele tempo o objectivo era marcar a transição da monarquia para a república e consequentemente um novo modelo de estado, hoje, com a experiência do euro (moeda única europeia) atrevo-me a ir mais além. Serve também para marcar novos poderes e aqui podemos, sinceramente, reflectir sobre a nossa autonomia perante Bruxelas, bem como para fomentar a economia. Senão vejamos: Passámos da troca directa para o sal, enquanto referência de troca. Do Sal passámos para o Sestércio (perdoem-me a falta de rigor). Do Sestércio para o Soldo e depois para o Talento. Deste último, para o Escudo (enquanto substituto do real) e agora para o Euro. Sempre que fizemos essa transição evoluímos economicamente ( se bem que a última, ainda está por afirmar) e mudámos os poderes governativos. Será esta uma técnica a utilizar ou apenas acontecimentos cíclicos? Será também o Euro presságio de alguma coisa?
|| JMC - João Maria Condeixa, 11:54 || link || (1) Comentários |

domingo, maio 21, 2006

From NQdI with the portuguese corporation added

Não resisti a roubar os meus amigos do NQdI e a adicionar o caso português:
SOCIALIST You have two cows.The government takes one and gives it to your neighbour.You form a cooperative to tell the others how to manage their cows.
COMMUNIST You have two cows.The government seizes both and provides you with milk.You wait in line for hours to get it.It is expensive and sour.
CAPITALISM, AMERICAN STYLE You have two cows.You sell one, buy a bull, and build a herd of cows.
BUREAUCRACY, AMERICAN STYLE You have two cows.Under the new farm program the government pays you to shoot one, milk the other, and then pours the milk down the drain.
DEMOCRAT You have two cows.Your neighbour has none.You feel guilty for being successful.Barbara Streisand sings for you.
REPUBLICAN You have two cows.Your neighbour has none.So?
AMERICAN CORPORATION You have two cows.You sell one, lease it back to yourself and do an IPO on the 2nd one.You force the two cows to produce the milk of four cows. You are surprised when one cow drops dead. You spin an announcement to the analysts stating you have downsized and are reducing expenses.Your stock goes up.
FRENCH CORPORATION You have two cows.You go on strike because you want three cows.You go to lunch and drink wine.Life is good.
JAPANESE CORPORATION You have two cows.You redesign them so they are one-tenth the size of an ordinary cow and produce twenty times the milk.They learn to travel on unbelievably crowded trains.Most are at the top of their class at cow school.
GERMAN CORPORATION You have two cows.You engineer them so they are all blond, drink lots of beer, give excellent quality milk, and run a hundred miles an hour.Unfortunately they also demand 13 weeks of vacation per year.
ITALIAN CORPORATION You have two cows but you don't know where they are.While ambling around, you see a beautiful woman.You break for lunch.Life is good.
RUSSIAN CORPORATION You have two cows.You have some vodka.You count them and learn you have five cows.You have some more vodka.You count them again and learn you have 42 cows.The Mafia shows up and takes over however many cows you really have.
TALIBAN CORPORATION You have all the cows in Afghanistan - which are two.You don't milk them because you cannot touch any creature's private parts.You get a $40 million grant from the US government to find alternatives to milk production but use the money to buy weapons.
IRAQI CORPORATION You have two cows.They go into hiding.They send radio tapes of their mooing.
POLISH CORPORATION You have two bulls.Employees are regularly maimed and killed attempting to milk them.
BELGIAN CORPORATION You have one cow.The cow is schizophrenic.Sometimes the cow thinks she's French, other times she's Flemish.The Flemish cow won't share anything with the French cow.The French cow wants control of the Flemish cow's milk.The cow asks permission to be cut in half.The cow dies happy.
FLORIDA CORPORATION You have a black cow and a brown cow.Everyone votes for the best looking one.Some of the people who actually like the brown one best accidentally vote for the black one.Some people vote for both. Some people vote for neither. Some people can't figure out how to vote at all.Finally, a bunch of guys from out-of-state tell you which one you think is the best-looking cow.
CALIFORNIA CORPORATION You have millions of cows.They make real California cheese.Only five speak English.Most are illegals.Arnold likes the ones with the big udders
PORTUGUESE CORPORATION
You have two cows. You don't do nothing until suddenly one has a problem or disease. Then you try to fix it yourself. Meanwhile you have a cow parade in Lisbon. You stole one to replace the other that died while you were practicing veterinary!
|| JMC - João Maria Condeixa, 00:19 || link || (2) Comentários |

sábado, maio 20, 2006

Salto tecnológico not simplex

Realmente, já dizia o Frederico, a UÉ está de parabéns com o lançamento do jornal on-line. Mas a acompanhar este salto tecnológico, lançaram também um novo projecto para o site oficial. O anterior pecava, sobretudo, pela dificuldade na consulta e pela "sujidade" visual que se formava ao percorrê-lo. Este tornou-se mais limpo, no entanto agravou ainda mais a sua ineficiência. Não se encontram disciplinas, docentes, nem alguns serviços. Para quando um site fluído e completo?
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:43 || link || (0) Comentários |

Quase igual, mas não sendo!

Faz hoje oito dias que escrevi o meu último post. Entretanto os comentários foram pingando, o que me deixa contente, embora precisasse de algo novo, diferente, para continuar o vício. Fui às notícias, como sempre faço antes de lançar umas linhas. E deparo-me com um congresso partidário. Mas será algo de novo? É que parece que pegou moda, um presidente eleito há um ano e após umas directas, necessitar de novo congresso para rumar a 2009. Procurei por cenários diferentes e encontrei uns muito parecidos, senão iguais aos da Batalha. Os sociais democratas pedem nomes fortes na nova direcção. No CDS aconteceu o mesmo. Pedem que se acabe com a "perseguição em relação a determinadas pessoas que discordam". No CDS, o antagonismo militante pedia o mesmo. No PSD choram por um D. Sebastião, ao mesmo tempo que temem manipuladores de marionetas já retirados. No CDS também se passou isso. A oposição mais directa ao líder do PSD, não lhe faz frente, nem avança com uma moção. Também no CDS aconteceu precisamente o mesmo. E tal como no CDS, serão as listas do conselho nacional que se tornarão as "caixas de pandora" do congresso do PSD. Ora, assim sendo, só vejo uma diferença e que dá grande vantagem ao CDS-PP: uma massa geracional jovem, com vontade de "Fazer Futuro" e que não se revela no PSD!
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:54 || link || (0) Comentários |

sexta-feira, maio 12, 2006

Contrabando Obrigatório II

Em virtude do penúltimo post ter gerado alguma discussão e perspectivas sobre visões do estado, tornou-se quase irresistível, continuar o tema e aprofundá-lo.
Todos devemos ter consciência da debilidade financeira que o país atravessa. Mas será que essa debilidade se cura com cloreto de etilo (vulgo spray "p'ró peixe-aranha") e a médio prazo voltamos ao mesmo, ou será necessário um tratamento mais completo e reflectido?

Nos dias que correm, as fronteiras abertas dão-nos e devem dar, possibilidade para escolhermos onde queremos nascer ou ser operados. Mas isso tem de ser uma opção e não uma intransigente obrigação. O problema não é aqueles que optam por ir lá fora. Esses, jamais devem ser criticados…é a sua escolha que imperou! O que deve ser contestado, é um estado que pertencendo a uma Europa entre iguais, não possibilita as mesmas ofertas, os mesmos serviços.

Se o estado não tem saúde financeira para oferecer serviços de saúde a todos os seus contribuintes, torna-se ainda mais débil, a partir do momento em que estes são obrigados a recorrer a outras Nações. É inevitavelmente uma fragilidade de um estado e da sua soberania. Estabelecendo a comparação, é uma espécie de empresa que não consegue prestar o serviço que lhe compete e opta pelo out-sourcing para lhe ser possível competir. Mas nos estados não há lugar para tal técnica comercial.

Segundo os tratados de Vestfália (1648), que consagram o princípio de soberania, o estado deve ser detentor da autoridade última sobre o respectivo território. Ora, o out-sourcing não dá espaço para autoridade primeira, quanto mais última.

Assim, a única alternativa é mudar o paradigma actual. Se não há riqueza, nem oxigénio nas finanças públicas, então termine-se com este modelo de estado-providência. Qual a razão de ser o estado a suportar tudo e todos, quando corre o risco de lhe escaparem entre os dedos milhares de pessoas? Porque não passar responsabilidades para privados? Porque não aumentar o leque de escolhas, fomentar a economia, diminuir os riscos de desertificação e deixar de tratar as finanças com medidas retalhistas ou pensos rápidos?

Temos de ter as mesmas ofertas que os restantes países europeus, se quisermos ser respeitados e encarados como nação. Mas temos de sarar as nossas questões económicas. Então a opção passa por abrir o estado e diminuir as suas responsabilidades. De nada serve pouparmos dinheiro em camisolas para comprarmos t-shirts para o Verão, se até lá morremos de frio! Há que ser estruturante. Há que pensar no futuro. Há que mudar um modelo…

Mas por agora ficamos por aqui, com a promessa de continuar…
|| JMC - João Maria Condeixa, 18:45 || link || (7) Comentários |

Sob o signo da verdade

Quando alguém resolve declarar guerra à comunicação social e emitir um "basta!" sob a forma de um livro, não deixa de ser irónico a forma escolhida para o fazer: uma conferência de imprensa no lançamento do livro e uma ida à RTP ao programa de Judite de Sousa. O problema, é que Carrilho não ponderou bem as consequências, pois corre o risco de, "sob o signo da verdade", andar a pão e água nos próximos tempos. É que ele não sabe ou não se lembra, mas Bárbara Guimarães também é da comunicação social!
|| JMC - João Maria Condeixa, 14:05 || link || (0) Comentários |

terça-feira, maio 09, 2006

Contrabando obrigatório


A população raiana, mais concretamente as que dependem de Elvas, voltam a pensar no contrabando. Desta vez, não para subsistirem, mas para existirem. É que hoje, em vez de procurarem além fronteiras produtos interessantes, arriscam-se a procurar serviços de maternidade. Passarão a saltar a fronteira para irem ter os filhos e depois, não encapotadamente, trarão os seus rebentos pseudo-portugueses para o lado de cá. Realmente este Governo, depois da Iberdrola, arranja outros mecanismos para a invasão neo-filipina!
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:05 || link || (13) Comentários |

segunda-feira, maio 08, 2006

Hoje acordei assim...


Co-proprietário de uma magnífica derrota que resultou da promoção do debate e que fortaleceu a democracia e o CDS-PP em especial. Acordei com a certeza que se tivessemos seguido um rumo menos atribulado, o debate e a crítica nunca tinham existido e as nossas ideias sequer tinham sido escutadas. Acordei sentindo um depósito de confiança que foi deixado, não tão expressivo como 1 milhão de votos, mas ainda assim, digno de causar uma reflexão para Fazer Futuro.
|| JMC - João Maria Condeixa, 13:20 || link || (4) Comentários |

quinta-feira, maio 04, 2006

The Sun

O Sol quando nasce é para todos. O que ainda "alguém" não percebeu, é que ao lançar um tablóide, perde o respeito pela qualidade, bem como, em busca do lucro fácil, deixa de educar e possibilitar que o público tenha formação para ver outras estrelas! Depois queixam-se, nas crónicas, do estado do país! O tablóide é que instrói, o vinho é que induca...
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:45 || link || (0) Comentários |

terça-feira, maio 02, 2006

Fazer Futuro em Évora


Apresentação da Moção "Fazer Futuro", dia 3 de Abril (quarta), às 21.30h no Colégio Espírito Santo da Universidade de Évora (anfiteatro 1). Os argumentos e parte da explicação já foi apresentada em posts anteriores, mas ainda assim vale sempre a pena aparecer para ouvir outros prismas!
|| JMC - João Maria Condeixa, 18:51 || link || (1) Comentários |
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