Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

sexta-feira, março 30, 2007

Há quem tenha dons

Embora a ideia da marca ALLGARVE, avançada por Pinho, possa parecer uma palermice para a maioria das pessoas, certo é que em terra de cego quem tem olho é rei e embora Pinho não tenha olho nenhum, sobretudo para captar investimento, tem lata para dar e vender. Vai daí e ainda conseguiu, não sei bem como, chamar palerma a Mendes Botta por este colocar em questão o uso desta marca num debate em plena AR. Há quem tenha dons em cometer gaffes
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:20 || link || (0) Comentários |

segunda-feira, março 26, 2007

Grandes portugueses


Perto do grupo que irão enfrentar, nomeadamente a barreira neo-zelandeza, parecerão pequenos, mas é isso que os torna maiores. A primeira equipa amadora a chegar ao mundial não é para todos. É para uns! Parabéns!
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:48 || link || (1) Comentários |

50 anos

da União Europeia. Ao ritmo que andamos e porque quem temos sido representados, talvez no próximo "Grandes Portugueses" não haja ninguém em quem votar. Talvez o formato seja mais lato e tenha de ser os "Grandes Europeus". Talvez até lá o paradigma federalista tenha já tomado conta do terreno e as nações estranguladas por dinheiros, negociações e legislação cada vez mais interventiva e proibicionista, tenham deixado de existir. Talvez até lá os nacionalismos que davam lugar a guerras e batalhas, tenham sido substituídos por um europeísmo ainda mais perigoso! Afinal de contas já rumámos muito para além daquilo que era a vontade no berço. E se não acautelarmos toda esta sobreposição de poderes e não mantivermos e melhorarmos uma europa de nações, podemos ter garantias que o perigo volta às primeiras páginas dos jornais!
|| JMC - João Maria Condeixa, 02:26 || link || (3) Comentários |

Tantos portugueses

Salazar ficou em primeiro, seguido de Cunhal. Dois excessos, mas duas partes da história. Sem manipulações, houve quem tivesse votado para irritar e outros para protestar, mas certo é que poucos serão, sinceramente, aqueles que acreditam na justiça desta vitória. Felizmente, Portugal é maior para poder escolher fora deste século e fora da política alguém para o representar. Talvez não o tenha feito porque a maioria das pessoas prefere ver a "Bela e o Mestre" em vez de outros programas e assim ficar com a memória resumida a estas duas hipóteses políticas do pódio! Mas é isso é que é de lamentar: a riqueza e o legado histórico não serem compreendidas, nem conhecidas pela maioria. Mas também desse lamento estamos nós fartos, sem nunca ter visto ninguém a mudá-lo ou sequer a pretender fazê-lo
Só Odete Santos, principal interessada em desvalorizar o resultado, veio criar uma tempestade num copo de água invocando a CRP por tal vitória ser um incentivo ao fascismo! Hábitos de contra campanha, que não lhe saem do sangue e que só a ela prejudicam. Já Mário Soares deve ter gostado muito do pódio! Sobretudo depois de ter ficado a léguas dos finalistas e de não o terem chamado para os 50 anos da UE.
P.S. para mim o mais triste foi o lugar de Fernando Pessoa. Tão no fundo da tabela! Por muitos copos que alguém beba, nunca será comparável às mãos mortíferas de outros. Quanto muito, só por se ter morto a si antes de tempo e que daí ter resultado uma grande perda!
|| JMC - João Maria Condeixa, 01:56 || link || (2) Comentários |

domingo, março 25, 2007

Back in town


|| JMC - João Maria Condeixa, 19:04 || link || (1) Comentários |

terça-feira, março 20, 2007

Sem medos

Por ironia do destino vou partir hoje para a Beira. Para a Beira Interior durante 4 dias. E por incrível que pareça, apesar de ir para a(s) Beira(s) não tenho medo nenhum, pois vi no Oeste que as Beiras não fazem mal a ninguém. Até já
|| JMC - João Maria Condeixa, 15:51 || link || (2) Comentários |

segunda-feira, março 19, 2007

Para mais tarde recordar...

Para clarificar a contra-informação e o diz que disse, vale a pena deixar uns quantos factos relativos a ontem, sendo que depois dos apresentar, não me inibirei de deixar a minha posição:
a) Logo de manhã surge o requerimento com as tais mil assinaturas. Não era ou não deveria ser sequer para aquele CN. Não fora convocado com esse propósito. Relembro que o CN já estava marcado antes do requerimento nascer. Mas à custa de uma condição descrita no dito requerimento, este lá acabou por chegar à mesa. Nogueira Pinto ainda propôs que se alterasse o documento, à revelia dos militantes subscritores, para que ele pudesse ir mais além, mas felizmente o CN mostrou claramente que não pretendia discuti-lo.
b) Segue-se então para a ordem de trabalhos proposta. Mas mal se consegue entrar nela. Os obstáculos para o prosseguimento dos trabalhos foram crescendo, até se chegar à proposta final dos métodos eleitorais.
c) Votada em alternativa, a solução das directas seguidas de congresso electivo obtém uma maioria de 65%. Suficiente, pois os estatutos não obrigam a 3/4. Em Gaia, na génese das directas de Castro, o resultado foi bem menos expressivo e não houve obstáculos à sua realização.
d) Por último, chegados ao ponto que permitia avançar nos trabalhos, vem Nogueira Pinto fazer uma intervenção evidenciando o contrário. Depois de arrumado, logo no inicio, o assunto do requerimento, vem MJNP dizer que está o CN encerrado e que iria realizar-se um congresso extraordinário, tal como as assinaturas o exigiam. Assim desprezou por completo o CN e o que este ditara. Daí nasce o reboliço. Nasce do abandono dos trabalhos, face à vitória das directas. Como é óbvio pareceu mal à maioria (65%) que desde as dez da manhã se encontrava, ininterruptamente, na sala à espera de decidir e sair de um impasse!
Há uma grande questão que surge. Se era para ter tido este desfecho, à revelia do que o CN ditou, seguindo apenas o requerimento, por que razão não o fez, MJNP, mais cedo?
Será que estava toda uma estratégia construída premeditadamente?
Com a sua imparcialidade posta em causa também estas questões podem surgir!
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:46 || link || (2) Comentários |

quinta-feira, março 15, 2007

Eucaristia e indissolubilidade do Matrimónio

Enquanto código de contuda, a lei serve o ser humano e possibilitará que este interaja dentro de uma sociedade. E as leis existem para serem cumpridas. Mas para que isso aconteça ela terá que ser extremamente concreta e não poderá ser uma ilusão quixotesca. Aí surge a necessidade de estar adequada a um tempo e a uma época. Não terá de andar a reboque dessa realidade, mas deverá por ela ser compreendida. Então, a fim de se evitarem equívocos, tal como é pretendido, e bem, nesta passagem da exortação apostólica Sacramentum Caritatis,
"Matrimónio e família são instituições cuja verdade deve ser promovida e defendida de qualquer equívoco, porque todo o dano a elas causado é realmente uma ferida que se inflige à convivência humana como tal."
não se pode recolher, baralhar e voltar a dar, sob o risco de se perder o efeito inicial desejado. E é isso que leio aqui (retirado também da Sacramentum Caritatis):
"Enfim, caso não seja reconhecida a nulidade do vínculo matrimonial e se verifiquem condições objectivas que tornam realmente irreversível a convivência, a Igreja encoraja estes fiéis a esforçarem-se por viver a sua relação segundo as exigências da lei de Deus, como amigos, como irmão e irmã; deste modo poderão novamente abeirar-se da mesa eucarística, com os cuidados previstos por uma comprovada prática eclesial. "
|| JMC - João Maria Condeixa, 16:27 || link || (1) Comentários |

terça-feira, março 13, 2007

Uma questão de acentuação

Provavelmente deixarei de escrever no blogue. É uma responsabilidade demasiado pesada. Depois de Hans Blix ter dito o que disse acerca da acentuação deturpadora de altos responsáveis dos EUA e do RU, temo que possa falhar uma virgulazita e desencadear qualquer coisa menos boa...
|| JMC - João Maria Condeixa, 11:53 || link || (1) Comentários |

segunda-feira, março 12, 2007

Qualificação (in)sustentada

E no dia em que o seu governo faz dois anos, José Sócrates dá mais um passe de mágica para parecer bem perante os portugueses. Top das prioridades: qualificação! E é de tal forma prioritário, que as equivalências vão ser dadas até ao 12º ano e caso a pessoa em questão tenha mais de 23 anos, ainda pode ingressar no ensino superior (que está sedento de procura) e nele se perpetuar pagando as respectivas propinas!
Pelo tom pode até parecer só gozo, mas já aqui falei a sério sobre estas máscaras meramente estatísticas!
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:06 || link || (0) Comentários |

Dois anos de governação

"Eu não sei, que mais posso ser/Um dia rei, outro dia sem comer/Por vezes forte, coragem de leão/Às vezes fraco, assim é o coração"
[...]

"Promessas perdidas, escritas no ar/ E logo ali eu sei.../(Que) tudo o que eu te dou/ Tu (não) me dás mim/ Tudo o que eu sonhei/ Tu (não) serás assim"

[...]

"fazes aqueles truques que aprendeste no cinema/mais peço-te eu, já me sinto a viajar/pára, recomeça, faz-me acreditar/"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu/enrolados pelo chão no abraço que se viu (parte dedicada à relação Sócrates & Cavaco)" [...]

|| JMC - João Maria Condeixa, 15:12 || link || (0) Comentários |

Vou continuar a andar por aí

O Google Reader até pode ter algumas vantagens, mas se a internet se fez para navegar, com ele ficamos um bocado encalhados. Ou a ver navios...
|| JMC - João Maria Condeixa, 00:37 || link || (1) Comentários |

domingo, março 11, 2007

Cego por um filho que não é seu?

Cavaco veio relembrar que se os políticos não conseguem cumprir as promessas, não as devem fazer. Disse mais, criticou os governos que aprovam leis que depois são incapazes de cumprir. Em tom de farpa dirigida a Paulo Portas, referia-se aos ex-combatentes e à contagem do serviço na guerra para efeitos de reforma. Paulo Portas prometeu e cumpriu. Legislou e deu o primeiro passo para a realização dos pagamentos. O actual Governo é que argumenta que não tem dinheiro para conseguir cumprir os compromissos assumidos por Paulo Portas. Não tem dinheiro para isso, mas insiste na OTA e no TGV mesmo depois de contas feitas e conselhos divulgados quanto ao seu peso orçamental. Cavaco advertiu, certamente, no sentido de proteger Marques Mendes desse "terror" que poderá aí vir e que se chama Paulo Portas. Pena que ainda não tenha advertido Sócrates em relação às inúmeras promessas que fez e que a cada dia que passa se afasta mais delas! Será a solidariedade institucional que não o permite? Ou vê em Sócrates o delfim que Marques Mendes não consegue ser, mas que ainda assim tem de proteger?
|| JMC - João Maria Condeixa, 23:03 || link || (4) Comentários |

sábado, março 10, 2007

Worldometer

Estatísticas mundiais em tempo real. É impressionante ver a velocidade a que algumas crescem ou variam. Algumas, como a produção e consumo de energia, giram à velocidade da luz (como de resto não podia deixar de ser) evidenciando o saldo negativo entre si, longe da eficiência pretendida. Outras, de carácter mais provocatório e populista, destacam a diferença entre os dois mundos: aquele que morre à fome e o outro que gasta milhões em dietas. Mas o contador que giraria mais rápido, mas que lamentavelmente lá não se encontra, seria o das mentiras e promessas não cumpridas de José Sócrates.
|| JMC - João Maria Condeixa, 20:19 || link || (0) Comentários |

domingo, março 04, 2007

Envelhecer em liberdade


A verdade é que se tivessemos nascido em liberdade, não tínhamos sido obrigados a assistir anos a fio aos desenhos animados húngaros e da ex-checoslováquia apresentados por Vasco Granja. Felizmente, entretanto, nasceram os canais privados e com eles a possibilidade de escolha. Podemos não ter nascido em liberdade, mas podemos trabalhar para nela envelhecer!

P.S. este post nada tem contra Vasco Granja, sinceramente.
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:17 || link || (1) Comentários |

sexta-feira, março 02, 2007

Tudo a seu tempo


Diz-se que Paulo Portas é uma espécie de político-tuning. Que sempre que volta, aparece com dois ailerons novos e uma série de ideias inovadoras e cada vez mais aerodinâmicas. Dizer-se isto, pode ser considerado um elogio, mas também pode ser colocado no sentido depreciativo. Dizer-se só isto, é não compreender a verdadeira essência de Portas. É não compreender que a costela liberal que agora apresenta, sempre lá esteve, esperando por poder aparecer. Mas primeiro, e aí todos lhe tiram o chapéu, tinha de preparar o terreno e deixar que também outros o fizessem de maneira a que a dita visão liberal não fosse tão estranha, abrupta e descontextualizada. Hoje, em simultâneo com essa evolução de Paulo Portas, houve uma mudança parcial da sociedade portuguesa que já vê com bons olhos essa corrente política. Que já não a estranha, nem com ela se preocupa. Que até já consome a New Yorker! Em grande parte a blogosfera tem aí responsabilidade e algumas obrigações paternais. Muito há, ainda, que desmistificar. Mas já é possível começar a trabalhar. Já é possível Paulo Portas aparecer como sempre quis!
|| JMC - João Maria Condeixa, 17:24 || link || (3) Comentários |
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