Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Em resposta ao SIM


"Abstenção para manter a prisão?" (figura num cartaz do partido socialista)
Sem dúvida que, por vezes, de parte a parte, se cai em argumentos demagógicos. Desta feita foi a vez do PS. É que não se conhece em Portugal um caso de uma mulher que esteja presa por prática de aborto. Mesmo aquelas que foram a julgamento e que foram ouvidas, perante as circunstâncias atenuantes, saíram em liberdade.

Mas então, que propósito serve esta lei? – Perguntaria um defensor do SIM -

É simples. A mulher sai ilesa perante a lei, embora tenha um fardo suficientemente pesado para suportar durante o resto da vida (e aqui julgo importante providenciar acompanhamento psicológico), mas permite encontrar parteiras/médicos que, clandestinamente, realizaram o aborto e que por isso devem ser julgados e condenados. Assim o mote certo deveria ser: Vote “Não” para manter a prisão! (de médicos/parteiras que o fazem na escuridão!) Aí sim, seria responsável! A resposta à pergunta seguinte vem já a seguir....

|| JMC - João Maria Condeixa, 18:04

7Comentários:

Caro João, a responsável máxima não é punida, mas os "mensageiros" sim. Que tipo de coerência e responsabilização achas que estás a defender?
Blogger AA, at 8:09 da tarde  
António, como em todos os casos há atenuantes. O que se verificou até agora foi que, por razões económicas, pressão de terceiros, idade, etc. as mulheres foram absolvidas. Mas essas razões não se verificam nos mensageiros, daí eu compreender esta lógica. Bem sei que não sou jurista, mas vejo aqui alguma lógica/coerência e vejo uma responsabilização maior do que num cenário de aborto livre
Blogger JMC - João Maria Condeixa, at 11:08 da tarde  
Concordo com a lógica de os inimigos serem as parteiras.

No entanto, acredito em muitos argumentos do NÃO mas o de "as mulheres não vão presas então a lei até é boa porque nem chateia ninguém" não é um deles. Além de demagogo, atrevo-me a apelidá-lo de ridiculo e hipocrita.

Atenuantes há, é verdade, mas uma mulher que interrompe uma gravidez, aos olhos da lei actual, é sempre criminosa e deve cumprir pena correspondente à infracção.

Quando a teoria (Lei) e a prática não se tocam então a lei está mal feita. È o nosso caso.

O cartaz do PS até está bem feito: o SIM evitará a prisão (das parteiras).
Blogger David Ramos Martins, at 2:54 da manhã  
Penso que de ridículo e hipócrita, é só mesmo os cartazes do Partido Socialista, vejamos que como foi dito pelo autor deste blog, não há nenhuma mulher que praticando os casos de aborto ilegal, ficou presa. Sou é da opinião que mulheres que posteriormente sejam ouvidas em tribunal por prática de aborto, deviam dizer os locais onde são praticados estas carnificinas, porque meus caros, não duvidem que mesmo que no dia 11 o sim ganhe, os locais ilegais vão sempre existir.
E gostaria de acrescentar algo mais, as listas dos hospitais não estão super lotadas? Não andam a fechar maternidades? Isto tudo para contenção de despesas, e vamos agora compactuar com uma lei que fará o Estado gastar milhares de euros?
Blogger Bruno Vasconcelos, at 2:52 da tarde  
Ora em Novembro de 1945, nos julgamentos de Nuremberg , os abortos feitos pelas autoridades Nazis, nos campos de trabalho vulgos campos de concentração, feitos aos Judeus foram considerados Crimes contra a Humanidade, onde a “comunidade esquerdista” apoiou com toda a legitimidade e razão. Mas então, o porquê de apoiar agora os abortos? Depois não me digam que isto tudo não é uma questão política...

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Com argumentos destes é natural que as pessoas se desinteressem ou temam tomar uma decisão. Mas cumpre o objectivo, não?
Ou o senhor acredita mesmo no que diz ou tem um sério problema de formação.
Anonymous Anónimo, at 10:10 da manhã  
Uma lógica proibicionista só pode ser total. Proíbes quem a pratica, quem colabora, quem ajuda, quem dá informação, os métodos alternativos, incidentes e acidentes, a própria vontade das pessoas
Blogger AA, at 3:05 da tarde  
A lógica probicionista, para qualquer situação, não apenas no aborto, pode ser total, não significando que recaia sobra os intervenientes na mesma proporção. É isso que está patente no post. Já agora AA, a resposta ao meu bónus?:D abraço
Blogger JMC - João Maria Condeixa, at 1:59 da tarde  

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