Axónios Gastos - fibras condutoras ou prolongamentos de neurónios que se encontram já consumidos.

quarta-feira, julho 11, 2007

Nem sei se eu próprio percebo o post

O ser humano utiliza uma ínfima percentagem do seu cérebro. Infelizmente existe a necessidade da Humanidade trancar essa ínfima parte num rótulo, numa definição, na caracterização, muitas vezes linear, daquilo que a pessoa deveria ser. E graças a essa segmentação, muito se acaba por perder.
Ninguém, graças a essa massa cinzenta espantosa, consegue ser verdadeiramente puro. Ninguém consegue sê-lo 24/7 na política, no trabalho, nas relações pessoais e até no consumo. E sê-lo não significa incongruência. Ser um fanático por qualidade, não obriga a que não se possa ser um smart shopper. Ser um adepto de um perfeccionismo finlandês, não significa que não se tenham momentos de descontracção brasileira. Ser um exemplo de fria racionalidade, não significa que não se vivam intensos momentos de emoção. Errado será criar gavetas separadas para tudo isto, quando à complexidade humana lhe é permitida ser muito mais.
Uniformizar deveria ser um pecado! Criar boxes de pensamento também!
|| JMC - João Maria Condeixa, 00:14

4Comentários:

Muito do que aqui está dito, parte da fraca convicção daquilo que se defende. Ou seja, se mudar o vento, poderá ser melhor tomar outro rumo, esquecendo o destino incialmente previsto. Não se trata de criar gavetas separadas, pois essa metáfora não se coaduna com a vivência moral que a sociedade exige a um cidadão, aliás, a um bom cidadão. Dizer que hoje é azul, quando amanhã é verde, é mais que sinal de convivência com a diferença, sinal de pouca convicção naquilo que se defende.Uns defenderam sempre esse ideia e, ainda que tema que é algo de muito tosco e defeituoso, é coerente com as convicções desses arautos, mas mais reticências encontro para quem defendeu com firmeza e galhardia uma democracia-cristã e agora se "rebelou"(sem entender pessoalmente porquê) para a ala liberal. É possível ser convictamente defensor das duas em momentos diferentes, assumindo que neste momento uma ganha absoluta vantagem sobre a outra, qual fera enraivecida solta da sua jaula, sem que se ponha em causa, no mínimo, a coerência do discurso político? Uma coisa é assumir uma certa complementaridade de ambas, outra é, enaltecendo uma ao ponto de tornar ambas inconciliáveis...
Bom, mas já soa tudo muito a repetição...
Blogger Frederico Nunes de Carvalho, at 12:40 da tarde  
Corrijo uma gralha. Em "Uns defenderam sempre esse ideia". deve ser "Uns defenderam sempre esse ideal".
Blogger Frederico Nunes de Carvalho, at 12:41 da tarde  
Modestamente, acho que percebi o post, e concordo que a vida deverá permitir a diversidade.
Se a questão se reduz a uma posição(ou ideal) política, então será consciência individual e aí não me meto...
Blogger Milharinha, at 1:39 da tarde  
Realmente, Frederico e Milharinha, não falava de posicionamentos políticos. Daí não ter dado nenhum exemplo sobre isso. Falava de ideias pré-concebidas quanto a arquétipos que podem segmentar a população, neste caso, a portuguesa. Tudo resultante de um exercício de marketing sobre estratégias de segmentação. Muito pouco de político, portanto!Erro meu se não me expliquei bem...
Blogger JMC - João Maria Condeixa, at 3:01 da tarde  

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